São Bernardo reduz para 32% número de episiotomias durante partos normais

Taxa é menor do que a média nacional, de 53,5%, segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz; objetivo é reduzir para 25% até o fim de 2015

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O Hospital Municipal Universitário (HMU), da rede de Saúde da Prefeitura de São Bernardo do Campo, diminuiu o número de episiotomias  – procedimento para aumentar a abertura vaginal durante o parto — nos últimos cinco anos. Em 2009, o procedimento era realizado em cerca de 90% dos partos vaginais feitos na cidade, enquanto em 2011 esse número caiu para 75,9% e, neste ano, chegou a 32%.

A taxa de episiotomia registrada no HMU é inferior à média nacional, de 53,5%, segundo o estudo “Nascer no Brasil”, publicado em maio pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O objetivo do hospital é alcançar proporção de 25% até o fim de 2015.

A redução dessa prática no HMU se deve ao trabalho de educação continuada dos médicos e à adesão às práticas de parto humanizado preconizadas pela Rede Cegonha, iniciativa do Ministério da Saúde para garantir assistência de qualidade desde o pré-natal até os 2 primeiros anos de vida da criança.

A coordenadora de obstetrícia do HMU Silvana Giovanelli explicou que a episiotomia era procedimento realizado rotineiramente em todos os partos. “Acreditava-se que a prática traria benefícios para a mulher, protegendo de lesões no esfíncter anal, no assoalho pélvico e que poderia diminuir a incidência de incontinência urinária na mulher”, exemplificou.

A diminuição desse procedimento é uma das recomendações do Ministério da Saúde e da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), devendo ser realizado de maneira seletiva e sempre com o consentimento da mulher.  “Em casos específicos e pontuais, como nos sofrimentos fetal, é recomendado”, explicou.

Atualmente, o HMU realiza cerca de 350 partos por mês; desses, 59% são partos vaginais – que incluem os normais e a fórceps.

A coordenadora explicou que essa é uma tendência mundial, e citou como exemplo o Canadá, que diminuiu essa taxa de 62% para 17%, e os Estados Unidos, que passaram de 60% para 24%. “Nossa meta é 25%, o que é considerado um bom índice. Talvez não consigamos baixar mais, por conta dos partos de alto risco”, disse.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 02/12/2014
  • Fonte: FERVER