São Bernardo realiza sincronização semafórica
Estudo realizado pelo Consórcio Intermunicipal resultou melhora na fluidez do tráfego apresentando redução de, em média, 40% no tempo de espera nos semáforos
- Publicado: 11/02/2026
- Alterado: 20/12/2013
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Itaú Cultural
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A fluidez do tráfego nas divisas de São Bernardo com os municípios vizinhos teve uma sensível melhora nas últimas semanas, com redução de 40%, em média, no tempo de espera nos semáforos. A melhoria é resultado do projeto de sincronização semafórica contratado pelo Consórcio Intermunicipal Grande ABC, que avaliou, durante quatro meses, os principais gargalos da região para a alteração dos tempos dos semáforos.
No total, 200 cruzamentos nos corredores de interligação das cidades da região receberam reprogramação semafórica. Em São Bernardo, a sincronização foi realizada em 45 pontos, e a melhoria de fluidez foi constatada em todos os locais onde a reprogramação foi realizada.
O cruzamento entre a Avenida Dr. Rudge Ramos e Estrada das Lágrimas, na divisa com São Caetano do Sul, por exemplo, apresentou melhoria de 48% na fluidez. Já na Avenida Dr. Rudge Ramos com a Avenida do Taboão, a melhora foi de 37%. Esse índice representa diminuição no tempo de percurso e de espera no semáforo, além do aumento de velocidade na via.
Segundo o consultor técnico Alexandre Zum, da Tranzum, empresa responsável pelo estudo, na maior parte dos cruzamentos a melhoria é obtida apenas com a mudança da programação, o que representa um baixo custo para os municípios. “A maioria dos cruzamentos possui apenas um plano operacional, sendo que o ideal é que acompanhe a variação do fluxo ao longo do dia”, explica.
A contagem de veículos nesses trechos também fez parte do estudo, o que possibilitou a elaboração dos planos operacionais levando em conta o fluxo nos horários de pico, finais de semana e madrugada.
Para o encarregado de sinalização de trânsito da Secretaria de Transportes e Vias Públicas, Paulo de Tarso, a importância do trabalho de sincronização pôde ser constatada no ganho em fluidez e segurança viária. “Isso mostra que é possível explorar melhor os recursos operacionais dos equipamentos instalados e, assim, obter melhor aproveitamento da capacidade das vias por meio de uma programação mais próxima da realidade”, observa.
Trólebus – A sincronização só não foi possível nas vias que possuem corredor de trólebus, tendo em vista que o controle semafórico é gerido pela EMTU/Metra. É o caso das avenidas Pereira Barreto, Lucas Nogueira Garcez e Piraporinha, locais que apresentam grande fluxo de veículos e maior necessidade de reprogramação.
Segundo a consultora especialista em Planejamento de Transporte Urbano, Andrea Brisida, que também é coordenadora do Grupo de Trabalho de Mobilidade do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, o prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio, Luiz Marinho, deverá conversar com representantes da Metra, que é a concessionária do serviço de trólebus, para que a questão possa ser solucionada.