São Bernardo conclui primeira fase de estudo sobre pesqueiros
Levantamento, iniciado em fevereiro, avaliou questões ambientais, estruturais e administrativas de 11 pesqueiros localizados no Riacho Grande
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 07/05/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Prefeitura de São Bernardo do Campo concluiu, no fim de abril, a primeira das três fases previstas para traçar um perfil de 11 pesqueiros de lago localizados na região do Riacho Grande. O levantamento foi iniciado em fevereiro, em ação conjunta da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Secretaria de Gestão Ambiental e Subprefeitura do Riacho Grande.
O objetivo do diagnóstico é avaliar as condições estruturais, administrativas e ambientais dos pesqueiros que utilizam como fonte de água as nascentes e córregos, assim como estimular a capacitação de proprietários e funcionários, fomentar os negócios e adequação às leis ambientais. Também foram analisados o perfil de negócios dos pesqueiros, o público frequentador, as características dos empreendimentos, geração de empregos e informações ambientais.
MODELO DE NEGÓCIO – Os pesqueiros se dividem nas categorias de pesca esportiva e pesque-pague, sendo que a destinação dos peixes é para venda direta ao consumidor, outros estabelecimentos e consumo interno. Na alta temporada, a média mensal do público frequentador é de 600 pessoas, número que pode chegar a 2.000 usuários. A maioria das pessoas que vai aos pesqueiros de lago reside na região do ABC e Capital, conforme o mapeamento.
O levantamento também apontou que 80% dos frequentadores são homens. “Isso não é surpresa, mas a partir desse dado as empresas podem pensar em novas formas para atrair o público feminino e estimular as famílias a utilizar os pesqueiros para lazer”, destaca o gerente da Divisão de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo Eduardo van Der Meer.
Os pesqueiros geram 72 empregos, entre fixos e eventuais, sendo outros 25 postos de trabalho ocupados por familiares dos proprietários. Nenhum dos pesqueiros analisados oferece qualquer curso de capacitação para os funcionários. Os peixes são originários dos Estados do Paraná e São Paulo (região de Bauru, Registro e Araçatuba).
Meio ambiente – A pesquisa revelou que 100% dos pesqueiros possuem algum tipo de fossa séptica, ainda que algumas não estejam de acordo com a legislação ambiental vigente. Todos também realizam controle básico de enfermidades e prevenção de doenças dos peixes. Dez dos pesqueiros ainda informaram que possuem assessoria técnica (empresas contratadas ou avaliações eventuais) para adequação ambiental.
A próxima fase do diagnóstico será de orientação para aplicar as mudanças necessárias que foram apontadas neste primeiro passo, como melhoria da gestão de negócios (organização administrativa, contábil, plano de ações, marketing), a gestão de recursos humanos (qualificação da mão de obra), avanço nas condições sanitárias (adoção de procedimentos de higienização e manutenção), monitoramento da qualidade da água e controle de pragas.
“Para auxiliar na qualificação dos funcionários apresentamos dois cursos do Pronatec voltados para sustentabilidade de pesqueiros e, no dia 27 de maio, na próxima reunião do APL Pesqueiro, iremos levar um técnico do Sebrae para avaliar as principais demandas de capacitação e orientar sobre cursos e assessorias disponíveis”, afirma Der Meer. A terceira fase do diagnóstico será de certificação dos pesqueiros, com critérios que ainda serão definidos pela Prefeitura. O estudo deve ser finalizado em seis meses.