Santos: Preparador explica razões para tantas lesões
Peixe tem sofrido com baixas de jogadores importantes como Neymar
- Publicado: 21/05/2026 19:38
- Alterado: 21/05/2026 19:40
- Autor: Redação
- Fonte: Agência Somos FC
O preparador físico do Santos, Omar Feitosa, concedeu entrevista à Santos TV e abordou o principal problema que tem assombrado o clube nas últimas semanas: a sequência de lesões de jogadores importantes, incluindo Neymar, Rollheiser, João Schmidt, Gabriel Menino e Thaciano.
As razões apontadas
Feitosa explicou que o curto período de pré-temporada e o calendário excessivamente carregado são os principais fatores para o desgaste do elenco.
“Tivemos uma pré-temporada muito curta, o que interfere diretamente na sequência de treinamentos. Além disso, enfrentamos perdas de jogadores por lesões importantes, como ligamento cruzado anterior, ocorridas inclusive antes da nossa chegada, o que deixou o elenco mais enxuto. Disputamos uma sequência de 16 ou 17 jogos em um espaço curto de tempo, com muitas partidas eliminatórias.”
Falta de tempo para recuperação

O preparador físico destacou que o ritmo imposto pelo calendário não permite o trabalho adequado de recuperação e desenvolvimento físico dos atletas.
“Com esse calendário, o tempo que temos nos permite recuperar o jogador ou preparar o dia anterior do jogo. Em nenhuma das duas opções conseguimos dar um volume ou uma carga para o desenvolvimento do atleta, para que ele melhore e se sinta seguro para jogar. Por isso, é natural que a recuperação demore mais e se acabe perdendo um ou outro atleta.”
Intertemporada como solução
Feitosa projetou a pausa para a Copa do Mundo como uma oportunidade para ajustar o elenco e preparar os jogadores para o restante da temporada.
“Daqui a dois ou três jogos teremos a parada da intertemporada e faremos as correções necessárias para deixar o elenco em boas condições de suportar o semestre inteiro com um lastro maior para desempenhar melhor.”
Situação do Santos
O Santos tem sentido os desfalques e passa por um momento de oscilação. Na Sul-Americana, o time precisa vencer o último jogo para se classificar, e no Brasileirão, a posição, pouco acima da zona de rebaixamento, é incômoda.