Santo André lança `PATA` para adoção responsável de pets

O Brasil conta hoje com cerca de 141,6 milhões de animais de estimação e setor movimentou, em 2024, R$ 75,4 bilhões

Crédito: Celso Rodrigues/ABCdoABC

A Prefeitura de Santo André tem criado mecanismos para promover a adoção responsável dos pets em situação de abandono ou de maus tratos e, na tarde desta terça-feira (26), deu mais um passo ao criar o Programa de Adoção e Tutela de Animais, o PATA, que visa encontrar famílias e um novo lar para os pets em condições de vulnerabilidade.

Lançamento do PATA ocorreu nas dependências do Hospital Veterinário – Foto: Celso Rodrigues/ABCdoABC

O Prefeito Gilvan Ferreira (PSDB), ao lado do secretário de Saúde, Pedro Seno, da vice-prefeita, Silvana Medeiros e da vereadora Drª. Ana Veterinária, explanou sobre os serviços já criados para este universo que cuida dos pets e que interagem entre si.

Foto: Celso Rodrigues/ABCdoABC

“A gente continua os bons projetos, mas trazendo inovações. Santo André, que já tem a feira de adoção aqui no Parque Central, que é muito bem conhecida, agora, consegue 24 horas por dia, 7 dias por semana, que as pessoas consigam visualizar aqueles animais que estão para adoção, e a gente vai trazer algumas inovações também”, iniciou a explicação o tucano.

Tecnologia e responsabilidade social para causa animal

A iniciativa de Municipalidade, por meio da Secretaria de Saúde, agrega tecnologia, inovação e responsabilidade social com foco no bem-estar dos pets, tornando a adoção mais simples e acessível, agilizando e aproximando ainda mais as duas pontas, quem busca um pet para adoção e o animal de estimação que aguarda um novo lar.

Cesinha e a Clarinha aguardam um novo lar e uma nova família – Foto: Celso Rodrigues/ABCdoABC

Entre os programas implantados pela Prefeitura voltados à causa animal, Pedro Seno fez questão de apresentar números para comprovar, tanto a aceitação da população, quanto a eficiência dos projetos com uso da tecnologia.

“Desde junho, quando a gente lançou o serviço de castração pelo WhatsApp, pela plataforma do Collab, tiveram 2.200 solicitações de castração, e em um prazo de dois, três meses, a gente já realizou 1.350, continuamos realizando e fazemos castrações aqui, com as clínicas conveniadas, com o castra-móvel. E a gente viu que o serviço aumentou em torno de 70% da quantidade de castrações solicitadas e feitas pela nossa equipe”, lembrou ele, ao apresentar os números.

Defensora da causa animal

A vereadora Drª. Ana Veterinária (PSD), defensora da causa animal, ressaltou que aguarda que o novo projeto traga mais responsabilidade aos tutores e comentou sobre a lei de sua autoria recentemente aprovada e que proíbe a adoção para quem maltrata pets.

Foto: Celso Rodrigues/ABCdoABC

“Espero que tenha um controle com as pessoas que acabaram de adotar os animais. Um controle de pós-adoção, que é importantíssimo esse monitoramento, se os cuidados estão sendo realizados ou não, como a lei que eu acabei de aprovar, que impede os agressores de novamente poderem adotar um animal”, explicou a parlamentar.

A veterinária sugeriu que a medida de monitoramento pode ser feita como ocorre com as pessoas, porém, por meio do Centro de Bem-Estar Animal, criando uma agenda de visita, com fiscalização no pós-adoção por um período para monitorar.

Já o secretário argumentou ainda que o uso da tecnologia é um facilitador para a população acessar os serviços, ao comentar que as solicitações via WhatsApp conseguem, também chegar a mais pessoas e voltou a mensurar dados.

Foto: Celso Rodrigues/ABCdoABC

“Desde o começo do ano, a gente já recebeu 122 animais aqui no nosso centro de doação, e desses, a gente já conseguiu doar 102. Ou seja, mais de 80% dos animais que chegaram foram doados. Hoje a gente tem só 20 animais aqui, 15 cachorros e 5 gatos, que em breve, com certeza, facilitando para a população, a gente vai conseguir doar com mais facilidade”, comemorou Pedro.

Perguntado pelo ABCdoABC sobre medidas para identificar e impedir maus tratos, Gilvan preferiu um olhar mais cuidadoso do que punitivo.

“Muito mais do que fiscalização, a gente precisa criar o vínculo. Quando alguém se dispõe a adotar um pet aqui no nosso Hospital Veterinário, na feira de adoção, a equipe cria esse vínculo com as pessoas para continuar acompanhando. Eu sei disso porque meu irmão tem um cachorro adotado, que foi na feira de adoção. Meu primo tem um pitbull que foi adotado aqui. Então, você vê que os funcionários, os servidores, os colaboradores do bem-estar animal sempre tem esse contato. Eles vêm, fazem visita aqui e continuam”, vivenciou o prefeito uma das situações de adoção pet na família.

Menos animais abandonados e maltratados

Com as medidas adotadas na causa animal, o chefe do Executivo Andreense pretende que não haja mais pets em situação de vulnerabilidade, seja por maus tratos ou abandono, pois o objetivo dos projetos é conseguir um novo lar e uma nova família para os animais de estimação e que mais pessoas se sensibilizem e optem por uma adoção responsável.

Por fim, a Drª. Ana Veterinária falou sobre o que é exigido para que o tutor possa adotar o pet.

Foto: Celso Rodrigues/ABCdoABC

“Em Santo André, ele precisa ter o comprovante de residência, o documento, ser maior de idade, no caso de gatos, ter uma casa protegida, e o compromisso depois com a castração, vacinação, de cuidar realmente como se deve. É o que nós fazemos direto, a conscientização, a parte de educação, castração, são ações em conjunto para que nós tenhamos realmente o que eles merecem, que é o respeito, o cuidado, o carinho e não uma vida na rua em sofrimento”, pediu a vereadora.

Além do PATA, a Prefeitura mantém o Moeda Pet, que consiste na troca de recicláveis por rações, mantém o Hospital Veterinário e outras iniciativas voltadas aos animais de estimação.

Hospital Veterinário de Santo André fica ao lado da Sabina Escola do Conhecimento – Foto: Celso Rodrigues/ABCdoABC

IBGE e Abinpet

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil tem uma população pet de cerca de 141,6 milhões de animais de estimação, entre eles, 55,1 milhões de cães, 24,7 milhões de gatos, outros 19,4 milhões de peixes ornamentais e 40 milhões de aves, além de 2,4 milhões de répteis e pequenos mamíferos, e a responsabilidade não é somente do tutor do pet, mas do Poder Público, que deve criar políticas públicas que garantam o bem-estar animal, segurança e uma vida saudável para os novos membros da família.

Mais dados

Ainda segundo dados do IBGE e a Abinpet, cada residência brasileira tem cerca de 1,8 animal de estimação.

E conforme informações do site da Associação, o mercado de pet no Brasil movimentou R$ 75,4 bilhões em 2024, elevação de 9,6% em comparação com 2023.

A líder no segmento foi a venda de alimentos industrializados para pets, que fechou o ano com R$ 40,8 bilhões, o que representa 54,1% do valor total do setor, seguida da venda de animais por criadores, que soma R$ 8,1 bilhões e representa 10,8% do faturamento do mercado.

E para fechar a lista de faturamento do setor, os produtos veterinários, conhecidos como pet vet, comercializaram R$ 7,8 bilhões, que em percentual representa 10,4% do total do faturamento do ramo, e por fim, os serviços veterinários que movimentou R$ 7,7 bilhões, ou 10,2%.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 27/08/2025
  • Fonte: Sorria!,