Santo André abre exposição com obras de jovens em medida socioeducativa

A exposição “O que vejo da minha quebrada” estreia na Casa do Olhar em Santo André com obras criadas por jovens em processo socioeducativo

Crédito: Helber Aggio/PSA

A Casa do Olhar Luiz Sacilotto, em Santo André, inaugura nesta terça-feira (05/05) a exposiçãoO que vejo da minha quebrada”. A mostra reúne trabalhos produzidos por adolescentes que participam de oficinas de arte como parte integrante de seus processos socioeducativos. Por meio de diferentes linguagens visuais, os jovens apresentam reflexões sobre território, identidade e suas perspectivas para o futuro.

A iniciativa é uma realização conjunta entre as secretarias de Cultura e de Assistência Social do município. O projeto utiliza a exposição como o estágio final de um ciclo de aprendizado, no qual a produção artística serve como suporte para a expressão de trajetórias pessoais e coletivas dos adolescentes atendidos pela rede socioassistencial.

A arte como direito e ferramenta de transformação

Exposição "O que vejo na minha quebrada" - (Helber Aggio/PSA)
Exposição “O que vejo na minha quebrada” – (Helber Aggio/PSA)

A organização da exposição fundamenta-se no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). De acordo com a Lei 12.594/2012, o atendimento a jovens em medidas socioeducativas deve priorizar o caráter educativo e o desenvolvimento integral, garantindo o acesso à cultura como um direito fundamental.

As oficinas que culminaram nesta exposição foram estruturadas como espaços de experimentação e escuta. Durante o processo criativo, os participantes exploraram técnicas de pintura e composição, exercitando o olhar crítico sobre o ambiente em que vivem e as possibilidades de construção de novos projetos de vida.

Exposição “O que vejo na minha quebrada” – (Helber Aggio/PSA)

Visitação e democratização do acesso à cultura

Ao ocupar um dos principais equipamentos culturais de Santo André, a exposição busca dar visibilidade a vozes muitas vezes marginalizadas. A escolha da Casa do Olhar Luiz Sacilotto para abrigar as obras reforça a importância da democratização dos espaços públicos de arte e o papel do Estado no fortalecimento dos vínculos comunitários e culturais.

O público poderá conferir gratuitamente o resultado das oficinas de terça a sexta-feira, em dois períodos, e também aos sábados. A exposição permanecerá aberta para visitação até o dia 8 de julho, permitindo que escolas e a comunidade local conheçam as obras e participem desse processo de inclusão social por meio da arte.

Serviço

  • Exposição: “O que vejo da minha quebrada”
  • Visitação: 5 de maio a 8 de julho
  • Horário: Terça a sexta, das 10h às 12h e das 13h às 16h30; sábados, das 10h às 15h
  • Local: Casa do Olhar Luiz Sacilotto
  • Endereço: Rua Campos Sales, 414 – Centro, Santo André
  • Entrada: Gratuita
  • Publicado: 02/05/2026 08:19
  • Alterado: 02/05/2026 08:19
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: PSA