“Descanso aparece em campo”, diz preparador físico Kaio Soares

Estratégia de viagens antecipadas visa mitigar desgaste e manter intensidade do elenco na competição, detalha preparador físico.

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O Santo André adotou uma estratégia logística rigorosa para a atual temporada, visando otimizar o rendimento dos atletas. A decisão do Executivo Sérgio Soares de antecipar a viagem para Votuporanga em dois dias, seguindo diretamente para Limeira na sequência, possui um embasamento científico claro e a aprovação direta do departamento de preparação física.

Segundo Kaio Soares, preparador físico do clube, essa manobra é essencial para mitigar o desgaste “invisível” que ocorre fora das quatro linhas. Frequentemente, as análises de desempenho focam apenas na exaustão gerada durante os 90 minutos, ignorando o impacto severo que o deslocamento inadequado causa no corpo do atleta. Para o elenco do Santo André, gerenciar essa fadiga é tão crucial quanto o treino tático.

“Essa questão é fundamental, mitiga um pouco do desgaste que existe pelos atletas. Normalmente se olha para o esgotamento do campo e pouco se observa o deslocamento. Isso é uma situação fundamental, que aparece no campo de jogo quando feita de maneira inadequada”, explica Kaio.

Planejamento do Santo André começou em novembro

A preocupação com a logística no Paulistão não é uma medida de última hora. Desde o final de novembro, assim que a tabela da competição foi divulgada, Kaio Soares comunicou à diretoria a necessidade de um planejamento antecipado. O método de trabalho visa olhar adiante para garantir que a equipe do Santo André tenha a máxima intensidade possível na hora decisiva.

Essa pausa estratégica nas viagens influencia diretamente a recuperação biológica. O preparador físico ressalta que perder noites de sono em trânsito é extremamente prejudicial para um jogador de futebol profissional. Ao se antecipar às rodadas finais da primeira fase, o clube intervém preventivamente para não deixar a logística influenciar negativamente o resultado do jogo.

Equalização física e prevenção de lesões

Outro diferencial no trabalho desenvolvido no Ramalhão é a atividade pós-jogo. Kaio Soares implementa uma rotina onde todos entram em movimento após as partidas, uma prática voltada para equilibrar o condicionamento do grupo. Isso é vital para atletas que retornam de lesão ou tiveram pouca minutagem.

A metodologia aplicada no Santo André, apoiada pela fisiologia, busca a precisão em três pilares:

  • Timing do Esforço: Saber o momento exato de aplicar carga ou conceder descanso.
  • Especificidade: Uso de trabalhos de força pontuais ou repetição de situações de treino.
  • Gestão de Risco: Minimizar a probabilidade de lesões e reduzir a gravidade caso ocorram.

A consistência desse trabalho fica evidente com a sequência de jogos. O controle diário, que vai da logística às sessões de treino, assegura que falhas físicas não passem despercebidas. Assim, quando um reserva é acionado, ele entra no nível ideal de competição, provando que o planejamento do Santo André é a chave para a consistência em campo.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 22/01/2026
  • Fonte: MIS Experience