Santo André amplia aterro sanitário e garante mais 2 anos de operação
Nova área de 8 mil m² recebe até 500 mil toneladas de resíduos e prolonga a vida útil do equipamento municipal
- Publicado: 12/07/2026 12:31
- Alterado: 12/07/2026 12:31
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: Prefeitura de Santo André
Santo André concluiu uma nova etapa de ampliação do Aterro Sanitário Municipal, que passa a contar com uma área adicional de 8 mil metros quadrados para a disposição de resíduos orgânicos. A expansão garante mais dois anos de vida útil ao equipamento, justamente no ano em que o aterro completa 40 anos de funcionamento.
O novo espaço tem capacidade para receber cerca de 500 mil toneladas de resíduos. Atualmente, o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) coleta mais de 200 mil toneladas de materiais por ano em toda a cidade.
O aterro, localizado no bairro Cidade São Jorge, é o único administrado diretamente por uma prefeitura entre os municípios do Grande ABC.
Coleta seletiva é apontada como estratégia para prolongar a vida útil
Segundo o prefeito Gilvan Ferreira, a ampliação do aterro é uma medida importante, mas a participação da população na separação dos resíduos recicláveis é essencial para reduzir o volume destinado ao local.
“O município está fazendo a sua parte ao conseguir novas áreas e também fortalecendo políticas públicas que incentivam a adesão à coleta seletiva, mas contamos muito com o apoio da população para separar os resíduos recicláveis dos úmidos”, afirmou.
O prefeito também destacou que a operação do aterro gera economia para os cofres públicos e contribui para a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.
“Temos muito orgulho de ser a única cidade da região a ter um aterro público, que ainda é bem avaliado pela Cetesb. Com a sua existência, economizamos recursos públicos, geramos emprego e renda e ainda preservamos o meio ambiente ao destinar e tratar os resíduos de forma ambientalmente correta”, completou.
Economia supera R$ 70 milhões por ano
De acordo com o Semasa, manter um aterro municipal evita que os resíduos sejam enviados para unidades privadas, o que representa uma economia superior a R$ 70 milhões por ano.
Os recursos podem ser direcionados para ações voltadas à gestão sustentável dos resíduos, incluindo programas como o Moeda Verde, que troca recicláveis por alimentos, o Meu Condomínio Recicla, o Composta Santo André, que incentiva a compostagem de resíduos orgânicos, além da implantação de novos ecopontos e quintais verdes.
Equipamento reúne estrutura para tratamento e reciclagem
Criado em 1986, o Aterro Sanitário Municipal integra a Central de Tratamento de Resíduos de Santo André. O complexo conta com duas lagoas destinadas ao armazenamento do chorume, líquido gerado pela decomposição dos resíduos orgânicos, que posteriormente é encaminhado para tratamento.
A estrutura também abriga duas cooperativas de reciclagem, um ecoponto exclusivo para o recebimento de pneus e a Unidade de Tratamento de Resíduos da Construção Civil, responsável pelo processamento de entulho proveniente das estações de coleta para reutilização em obras de pavimentação.
Antes da implantação do aterro, o terreno abrigava uma usina de compostagem e, anteriormente, um lixão. Santo André foi a primeira cidade do Grande ABC a eliminar um depósito irregular de resíduos a céu aberto. Entre 1986 e 1999, a administração do aterro ficou sob responsabilidade da Prefeitura. Desde então, a gestão é realizada pelo Semasa.
Cidade já planeja nova ampliação
O Semasa já desenvolve estudos para uma nova fase de expansão do aterro sanitário. O projeto prevê a utilização de uma área de aproximadamente 15 mil metros quadrados, o que poderá garantir cerca de cinco anos adicionais de operação.
As obras deverão incluir etapas como escavação, compactação e impermeabilização do solo, instalação de mantas para proteção das águas subterrâneas e construção de sistemas de drenagem para captação do chorume, seguindo os procedimentos ambientais exigidos para esse tipo de empreendimento.
Caso a quantidade de resíduos destinada ao aterro seja reduzida com o aumento da reciclagem e da compostagem, a expectativa é que a vida útil do equipamento possa ser prolongada além da estimativa atual.