Expansão do saneamento básico reduz circulação de 5 doenças em SP

Governo paulista aplica R$ 15,2 bilhões na rede de esgoto e água potável para frear internações por diarreia e leptospirose.

Crédito: Divulgação/Governo de São Paulo

O Governo de São Paulo aplicou R$ 15,2 bilhões na infraestrutura de saneamento básico através da Sabesp em 2025. O montante representa um salto de 120% em relação ao ano anterior e visa antecipar a universalização dos serviços para 2029. O aporte financeiro histórico ocorre após a desestatização da companhia no último ano.

O acesso à água tratada e à coleta de esgoto afeta diretamente os indicadores de saúde pública. O Instituto Trata Brasil cruzou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) e identificou mais de 11 mil mortes anuais no país por infecções hídricas. A falta de infraestrutura lota hospitais com internações evitáveis.

“A cada R$ 1 investido, R$ 4 são economizados pelo sistema público de saúde”, aponta o estudo do instituto sobre os impactos econômicos das obras. A expansão do saneamento básico corta os gastos governamentais com enfermidades agudas.

Doenças combatidas pelo saneamento básico

Municípios com ampla cobertura de esgoto registram quedas acentuadas na proliferação de vírus, bactérias e parasitas. A blindagem sanitária protege crianças e grupos vulneráveis. Veja cinco patologias freadas pelas obras.

Diarreia infecciosa e hepatite A

A diarreia aguda lidera as ocorrências causadas por água imprópria. A Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza 1,5 milhão de mortes globais anuais pela doença. A hepatite A segue o mesmo vetor de transmissão fecal-oral, causando inflamações severas no fígado devido à ausência de higiene adequada.

Leptospirose e febre tifoide

Enchentes urbanas impulsionam os casos de leptospirose pelo contato com a urina de ratos. A drenagem eficiente anula os focos de alagamento. A febre tifoide, transmitida pela bactéria Salmonella Typhi, também perde força quando as residências recebem água potável canalizada.

Verminoses e parasitas

Infecções como ascaridíase e ancilostomíase afetam o desenvolvimento cognitivo infantil e causam desnutrição. O saneamento básico bloqueia o contato humano com solos contaminados por fezes. Obras de tubulação subterrânea eliminam os esgotos a céu aberto das periferias.

O Plano Regional projeta injetar R$ 260 bilhões até 2060 na modernização do sistema hídrico paulista. A execução contínua das metas garante a melhoria imediata na produtividade escolar e no mercado de trabalho. A erradicação de surtos infecciosos locais depende da entrega total da malha de saneamento básico.

  • Publicado: 05/06/2026 12:23
  • Alterado: 05/06/2026 12:23
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Agência SP