Sam Altman, CEO da OpenAI, compara gastos da IA com humanos

O CEO da OpenAI negou o consumo excessivo de recursos do ChatGPT e argumentou que treinar pessoas exige anos de comida e desenvolvimento.

Crédito: Reprodução/Wikipedia

As discussões sobre a sustentabilidade ambiental das tecnologias gerativas ganharam um novo capítulo. Sam Altman, CEO da OpenAI, gerou debates ao confrontar as críticas sobre o consumo de água e eletricidade da inteligência artificial. O executivo defendeu o modelo operacional do ChatGPT e fez um paralelo entre o custo de manter data centers e o tempo necessário para o aprendizado biológico.

Como Sam Altman defende a eficiência energética do ChatGPT

Durante uma entrevista concedida ao jornal The India Express, o líder da empresa foi questionado sobre o impacto ambiental das máquinas inteligentes. Circularam rumores recentes de que consultas simples às plataformas exigiriam galões imensos de água. Ele refutou essas acusações de forma contundente.

“Uma inverdade, totalmente insano, sem conexão com a realidade”, declarou o responsável pelo ChatGPT.

Apesar de reconhecer que o resfriamento evaporativo já representou um desafio no passado, a OpenAI abandonou essa técnica. Essa mudança estrutural desmente o mito do desperdício hídrico constante nas operações rotineiras dos servidores.

O verdadeiro peso do treinamento estrutural das máquinas

GPT-5: O que muda na nova geração da inteligência artificial da OpenAI
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Mesmo descartando o gasto exagerado de água nas respostas diárias, o consumo elétrico no treinamento de dados continua elevadíssimo. A adoção global desses sistemas pressiona a matriz energética mundial brutalmente. Para solucionar esse gargalo, a indústria de tecnologia busca alternativas urgentes:

  • Investimento massivo em energia nuclear.
  • Expansão de parques de energia eólica.
  • Utilização prioritária de energia solar.

A analogia controversa sobre a evolução da sociedade

Foi ao abordar a fase de calibração das plataformas que Sam Altman proferiu sua declaração mais polêmica. Ele classificou como injusta a métrica que avalia os gastos computacionais sem considerar os custos atrelados ao desenvolvimento cognitivo de uma pessoa real.

“Também é preciso muita energia para treinar um humano. Leva algo como 20 anos de vida e toda a comida que você puder consumir antes que você fique inteligente”, afirma.

Sam Altman aprofundou o raciocínio ao citar os milênios de evolução da nossa espécie. A sobrevivência de cerca de 100 bilhões de pessoas ao longo da história moldou a ciência moderna, criando a base intelectual que permitiu o surgimento da sociedade atual e da própria tecnologia.

O futuro elétrico sob a ótica da inteligência artificial

Críticos do setor alertam que hospedar ecossistemas inteiros de processamento pode inflacionar as tarifas de luz globais. Contudo, a visão interna da companhia difere dessa perspectiva pessimista sobre a atual infraestrutura tecnológica do mercado.

A avaliação correta envolve medir a eletricidade gasta por um modelo finalizado para responder a uma questão contra o esforço mental humano na idêntica tarefa. Seguindo essa métrica estrita, Sam Altman acredita que a tecnologia já ultrapassou a nossa própria biologia em eficiência operacional.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 23/02/2026
  • Fonte: FERVER