Saiba estabelecer estratégia para renegociar dívidas
O endividamento atingiu 57,3% das famílias brasileiras em novembro, de acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em meio a esse cenário, empresas e bancos estimulam a renegociação de dívidas. Para os consumidores, dar esse passo exige planejamento e […]
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 16/12/2016
- Autor: Redação
- Fonte: Cia. Vagalum Tum Tum
O endividamento atingiu 57,3% das famílias brasileiras em novembro, de acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em meio a esse cenário, empresas e bancos estimulam a renegociação de dívidas. Para os consumidores, dar esse passo exige planejamento e um bom diagnóstico financeiro.
É preciso, como determinação e coragem, encarar os números e analisar a situação, colocando tudo no papel. Portanto faça um diagnóstico financeiro completo, anotando todas as suas dívidas, nome do credor, valor devido, taxas de juros, prazo e característica. Em seguida, separe os itens “essenciais” (como água, luz, telefone, condomínio) e “não essenciais” (como um contrato de TV a cabo ou conta de celular dos filhos, se tiverem).
Em um momento de acúmulo de dívidas e dificuldade em pagar todas, é preciso priorizar as essenciais, evitando o corte de serviços indispensáveis parta a família, e verificar o que pode ser eliminado ou ter seu custo reduzido. Além disso, é preciso ter atenção com as dívidas sobre as quais incidem maios juros, como cheque especial e cartão de crédito.
É preciso também fazer um diagnóstico financeiro, anotando por 30 dias todos os gastos separando por categorias (como alimentação, transporte, vestuário, educação, guloseimas, etc.). Analise as despesas tendo a certeza de que você tem condições de reduzir, em média, 25% do valor de cada uma delas ou até mesmo eliminá-las. o comportamento é a raiz do problema do endividamento, então considere que este é o momento de mudar seus hábitos para sair dessa situação de forma definitiva.
Antes de procurar os credores, é preciso ter certeza do quanto, advindo da economia mensal, você irá dispor para pagar as parcelas da dívida após a renegociação. Se não houver condições de pagar, é melhor nem procurar os credores, e sim organizar a situação primeiro. O ditado popular se aplica a esse caso: “devo, não nego, pago quando puder”.
É indicado procurar primeiro os credores das dívidas essenciais e de juros mais altos e só fazer o acordo se a parcela couber em seu orçamento mensal. O ideal é que pague o valor renegociado e dê início a estratégia de poupar dinheiro mensalmente, para ter maior força para sair dessa situação. O hábito de poupar é algo que deverá levar consigo por toda a vida, deixando de ser endividado e inadimplente e se tornando alguém educado financeiramente, que se planeja para conquistar sonhos constantemente.
Ao olhar para endividamento, é possível que tenha uma visão míope, de que a falta de dinheiro é a grande vilã, ou que tenha uma visão parcial e busque a saída do problema por meio de formulas, planilhas e cálculos. O ideal é que tenha uma visão completa, enxergando a raiz do problema e buscando uma saída definitiva, que se dá pela mudança de hábitos e comportamentos que o levarão a essa situação em primeiro lugar.