Saiba como a Tabela SUS Paulista acelerou cirurgias e exames

Com repasses até cinco vezes maiores que os da tabela federal, novo modelo de financiamento ajudou a reduzir filas e ampliar internações no Estado

Crédito: Governo de São Paulo/Divulgação

Com o objetivo de diminuir as longas filas e melhorar o acesso da população a cirurgias e exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Governo do Estado de São Paulo implementou a Tabela SUS Paulista. Esta iniciativa, que já completou um ano, se destina a complementar os valores que o Ministério da Saúde destina às instituições filantrópicas conveniadas ao SUS, oferecendo repasses que podem ser até cinco vezes superiores aos estabelecidos na tabela nacional.

Atualmente, cerca de 800 instituições são beneficiadas por esta medida da Secretaria de Estado da Saúde. No primeiro ano de implementação, o investimento adicional alcançou R$ 4,3 bilhões, sendo esses recursos provenientes exclusivamente do Tesouro Estadual. O modelo foi criado para corrigir uma defasagem causada pela ausência de reajustes na tabela nacional, que não passa por atualização há aproximadamente duas décadas.

A remuneração das instituições ocorre quando um cidadão paulista realiza um procedimento cirúrgico ou outro tipo de atendimento em uma unidade filantrópica. O governo federal fornece o valor estipulado na tabela do SUS e, em seguida, o Governo de São Paulo complementa esse montante.

Eleuses Paiva, secretário de Estado da Saúde, enfatiza a importância de entender a realidade local. “É essencial garantir recursos suficientes para que a população receba atendimento perto de casa, evitando deslocamentos para grandes centros urbanos. Ao conhecermos a demanda e a oferta, conseguimos planejar melhor e expandir os serviços nas áreas que mais precisam”, declarou.

O programa abrange Santas Casas, entidades filantrópicas e prestadores de serviço da rede complementar do SUS em todas as regiões do estado. Essas instituições são responsáveis por aproximadamente 50% dos atendimentos hospitalares realizados pelo SUS em São Paulo.

Os reajustes na tabela paulista são determinados através de uma análise comparativa entre os valores pagos pelo Ministério da Saúde e os preços praticados no mercado. Por exemplo, o valor do parto normal, que é fixado em R$ 443,40 na tabela federal, foi elevado para R$ 2.217 no estado, representando um aumento de 400%. Da mesma forma, a colecistectomia (remoção da vesícula biliar), que recebe R$ 996,34 pela tabela nacional, passou a ser remunerada em R$ 4.483,53, um acréscimo de 350%.

A Tabela SUS Paulista resultou em um aumento significativo nas internações em instituições filantrópicas, equivalendo à abertura de 3.207 leitos SUS. O Hospital das Clínicas Faepa Ribeirão Preto registrou um aumento de 13.185 internações em 2024 em comparação com 2022. O Hospital São Paulo de Ensino da Unifesp também teve um crescimento expressivo, com 8.453 internações a mais. A Fundação Regional do Câncer de Presidente Prudente também se destacou nesse cenário.

Todos os principais procedimentos destinados a pacientes internados tiveram um aumento na remuneração com reajustes que chegam até 400%, refletindo o compromisso do governo em melhorar a saúde pública no estado.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 03/07/2025
  • Fonte: Sorria!,