Sabina descobre sexo do bebê pinguim: é uma fêmea

Crianças da rede municipal ajudarão a escolher o nome da pequena moradora do Pinguinário; resultado do exame coincidiu com as comemorações do mês da mulher em Santo André

Crédito:

Acabou o mistério. O primeiro bebê de pinguim nascido na Sabina Escola Parque do Conhecimento, em Santo André, é fêmea. O resultado do exame de sangue que aponta o sexo da ave ficou pronto nesta sexta-feira (28), na véspera de a pequena moradora do Pinguinário completar três meses de vida. Um concurso será realizado nas escolas municipais para a escolha do nome da pinguinzinha.

 “Achamos melhor esperar o filhote crescer um pouco e se fortalecer apenas com os cuidados dos pais. Evitamos o contato de pessoas com ele no período e também o estresse de um exame, que embora simples, poderia provocar um desgaste”, explicou o biólogo responsável Marcus Corradini. Os pinguins são aves que não possuem o dimorfismo sexual, ou seja, não é possível para nós, seres humanos, saber a diferença entre os machos e as fêmeas. Isso ocorre também com os papagaios, as araras e as calopsitas.

Para descobrir o sexo da ave, é necessária a realização de um exame de sexagem, explicou Corradini, feito por meio de uma análise do DNA do animal. Este exame pode ser feito por meio da pena ou de uma gota de sangue, mas no caso desta espécie de pingüim o teste normalmente é feito com amostra de sangue, pois as penas são muito pequenas e não sai sangue quando são arrancadas, apenas aumentando a possibilidade de machucar o animal.

Pesando pouco mais de 3 kg e medindo mais de 40 cm, a pequena pinguim já pode ser vista pelos visitantes da Sabina nadando junto com os outros habitantes do Pinguinário, local onde vivem mais 12 pinguins fêmeas e 11 machos.  O espaço reproduz a paisagem da Patagônia, local de origem dos animais, em uma área de 140 metros quadrados e com tanque que comporta 110 mil litros de água.

MORADORES – Os Pinguins de Magalhães (Spheniscus magellanicus) são aves marinhas com o corpo adaptado para viverem na água. Não voam e têm suas asas modificadas em nadadeiras. São animais com aproximadamente 70 centímetros de altura e pesam cerca de 5 quilos. Esta espécie vive em uma zona de clima temperado, podendo sofrer variações na temperatura do ambiente de 7 a 35°C. Pode ser encontrada na Patagônia, seja da Argentina e ou Chile, formando grandes colônias, chamadas de pinguineiras.

É uma espécie que possui dois períodos de vida distintos. Na época reprodutiva, nos meses de setembro a março, em que se formam casais monogâmicos, a fêmea coloca dois ovos em ninhos construídos em tocas ou aos pés das árvores. No período não reprodutivo, eles saem em busca de alimento se aventurando por distâncias mais longas, podendo chegar ao nosso litoral sudeste, buscando peixes, lulas e pequenos crustáceos.

Normalmente, vivem em grupos de 20 ou mais. É nesta ocasião que eles são encontrados, muitas vezes fracos, debilitados e necessitando de cuidados. Esses animais são encaminhados a Centros de Reabilitação de Animais Marinhos e, após estabilizados, são levados para instituições que possam utilizá-los como forma de Educação Ambiental e pesquisa para melhor conhecimento da espécie como a Sabina Escola Parque do Conhecimento.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 31/03/2014
  • Fonte: FERVER