Sabesp volta a adotar índice único para o nível do Sistema Cantareira

Superação da crise hídrica com a entrega de obras e ações da companhia,recuperação dos mananciais e volta das chuvas à normalidade motivaram a decisão_x000D_

Crédito: Luis Moura-EC

Sabesp vai voltar a utilizar só um índice de armazenamento  no  principal  manancial  que abastece a Região Metropolitana de São Paulo  (RMSP),  o  Sistema  Cantareira.  A  partir desta segunda-feira (15/05), a  companhia  divulgará  apenas  o  atual  “Índice  3”,  que  passará  a  ser  denominado  apenas “Índice Armazenado”, exatamente como era feito antes da  crise hídrica de 2014-2015 e que sempre foi usado para divulgar os índices  de todos os mananciais que abastecem a região metropolitana.

Na prática, como a Sabesp deixou de bombear a água das reservas técnicas,  não  faz  mais  sentido  incluir  esse  volume  na  medição,  mesmo  que a  experiência  durante  a  crise tenha provado que é possível usar essa água  para  abastecer a população. Aliás, é justamente hoje que o bombeamento da água das reservas completa três anos. A utilização ocorreu até dezembro de  2015.

A companhia  vai  manter  somente  o indicador relativo ao volume útil. O “Índice Armazenado” é obtido pela divisão do volume armazenado pelo volume  útil máximo. O volume útil total do Sistema Cantareira é de 982,07 bilhões de litros. Ou seja, esse é o volume de água que cabe quando as represas do sistema estão com 100% de capacidade. Para calcular o “Índice Armazenado”, basta dividir  o  volume  de água de um dia específico pelo volume útil e  multiplicar o resultado por 100.

A simplificação é resultado de três fatores: a superação da crise hídrica  com  as  diversas  obras executadas pela Sabesp, a recuperação dos volumes  armazenados nas represas e o retorno das condições hidrológicas normais.

Com  o  retorno do “Índice Armazenado” como único indicador do Cantareira,  deixarão  de  ser  exibidos o “Índice 1” e o “Índice 2”. Ambos incluíam as  reservas  técnicas nos cálculos. Vale lembrar que a adoção de três índices  em   2015  se  deu  em  razão  da  necessidade  de  demonstrar  com  total transparência  a presente situação de disponibilidade de água à população.

Não fazia sentido apresentar índices negativos enquanto a Sabesp captava a  água  das reservas técnicas, já que não existe “volume negativo”. Da mesma  maneira, superada a crise, não faz sentido apresentar índices superiores a  100%.

Sistema Alto Tietê

A  partir  de  segunda-feira  a  Sabesp  altera  também  o  nível  mínimo  operacional  da represa Biritiba-Mirim, do Sistema Alto Tietê, que volta a  ser  de  752,5 m (isso equivale à altitude do ponto mais baixo de retirada  de  água  em  relação  ao  nível do mar). O nível anterior era 749 m. Isso  diminui  o  volume  total,  já que não há mais necessidade de considerar a  reserva  técnica  daquele  manancial.  A mudança reduz em 13,65 bilhões de  litros  o  volume  máximo  dessa  represa  e do sistema como um todo. Essa  alteração  refletirá  em redução de cerca de 1% no índice de armazenamento  do Sistema Alto Tietê.

Desde  2003  a Sabesp publica diariamente as condições de armazenamento de  todos  os  oito sistemas produtores que abastecem a RMSP na internet. Eles  podem     ser    consultados    a    partir    do    seguinte    endereço: http://www2.sabesp.com.br/mananciais/DivulgacaoSiteSabesp.aspx.

Além  do  volume,  o  boletim  dos  mananciais  traz  informações  sobre a  pluviometria do dia, a acumulação no mês e a média histórica. A partir dos  boletins  detalhados,  é  possível  encontrar  informações  sobre todos os  mananciais  que  atendem  a Região Metropolitana de São Paulo: Cantareira,  Guarapiranga, Alto Tietê, Rio Grande, Rio Claro, Alto Cotia, Baixo Cotia e  Ribeirão da Estiva.

  • Publicado: 26/01/2026
  • Alterado: 26/01/2026
  • Autor: 15/08/2023
  • Fonte: Cia. Vagalum Tum Tum