Sabesp reconhece que a escassez hídrica é fato
Em nota de esclarecimento sobre a liminar que foi um furo n’água na estratégia da empresa para, segundo a própria, impedir que o preço suba para os “gastões”; segue a nota
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 14/01/2015
- Autor: Redação
- Fonte: MIS Experience
NOTA DA SABESP
A Sabesp cumprirá, como é óbvio, a liminar. Todavia, entende que se trata de uma decisão divergente dos interesses difusos da maioria da sociedade.
Observa-se, de um lado, uma maioria que já entendeu a gravidade da situação e que desempenha notável esforço para reduzir o consumo. De outro lado, uma pequena minoria que consome mais do que a média e que não participa do esforço coletivo em prol da preservação de uma reserva hídrica mínima, necessária para garantir o futuro atendimento das necessidades básicas da população.
A Sabesp reconhece que a escassez hídrica é um fato e já causa transtornos a alguns consumidores da região metropolitana, principalmente os localizados em áreas elevadas. Lamentavelmente, não há como evitar esses transtornos enquanto perdurar a crise.
A decisão reconhece que “a água é bem finito e escasso e deve ser tratado como mercadoria preciosa”. No entanto, paradoxalmente, impede que o preço suba para os “gastões” numa situação de escassez. Em decorrência de um entendimento meramente formal, e não de mérito, a decisão protege o bolso da minoria, em detrimento da segurança hídrica de todos.