Sabesp inicia troca de tubulações na região da rua Augusta
Obra executada durante a noite atende à mudança de perfil urbano da área, com novos prédios e comércios com maior movimento de público
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 17/04/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Sabesp está ampliando a oferta de água para a rua Augusta e vias do entorno, na zona central da cidade de São Paulo. A companhia iniciou a substituição de 7 km de redes de água na região, assentando tubulação de maior diâmetro para atender a área – que passou por uma série de mudanças em seu perfil urbano nas últimas décadas, com aumento da taxa de verticalização dos imóveis e da densidade populacional. A obra é tocada sempre à noite.
Além da substituição do material da tubulação de ferro fundido pelo moderno PEAD, um plástico de alta resistência, a obra está aumentando o diâmetro dos tubos de 100 mm para 160 mm. Com isso, a vazão de água oferecida ao Baixo Augusta e vizinhança vai praticamente triplicar, passando dos atuais 6,28 litros por segundo para 18,10 litros a cada segundo. Somente a Rua Augusta terá a troca de 3,5 km de rede de água.
Por se tratar de uma região com movimento intenso, a Sabesp está executando a obra durante a noite e a madrugada, entre as 22h e as 5h, para evitar transtornos maiores à circulação de pedestres – a rede de água está sob a calçada, não no meio da rua. O horário foi autorizado pela Prefeitura de São Paulo. Ainda assim, o trabalho é feito em meio a grande movimentação, já que a Augusta concentra uma vida noturna agitada, com bares, restaurantes, casas de espetáculos e cinemas.
A obra inclui o trecho da Augusta entre a rua Caio Prado e a alameda Jaú, além de vias como as ruas Bela Cintra e Fernando Albuquerque. Para diminuir o impacto na vida do cidadão, a Sabesp optou por executar o trabalho dividido em pequenos trechos. Durante a mesma noite, as equipes fazem a escavação, o assentamento da nova tubulação, o aterro e a reposição de pavimento. Ou seja, no decorrer do dia, a rua permanece em perfeitas condições para a passagem dos pedestres.
Há trechos em que as equipes podem fazer o trabalho de troca da rede pelo chamado método não destrutivo. Nesses casos, uma máquina destrói a tubulação antiga e já puxa o tubo novo pelo mesmo caminho. São feitos pequenos acessos na calçada, e a máquina troca a rede por baixo do solo.
Outros casos, no entanto, exigem a abertura de valas, principalmente por causa da ocupação desordenada do subsolo por tubulações de outras concessionárias de serviços. A obra exige um investimento de R$ 4,2 milhões. A previsão é que o trabalho seja concluído em outubro.