Sabesp inicia troca de tubulações na região da rua Augusta

Obra executada durante a noite atende à mudança de perfil urbano da área, com novos prédios e comércios com maior movimento de público

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A Sabesp está ampliando a oferta de água para a rua Augusta e vias do entorno, na  zona  central da cidade de São Paulo. A companhia  iniciou a substituição de  7 km de redes de água na região, assentando  tubulação de maior diâmetro para atender a área – que passou por uma série de mudanças em seu perfil urbano nas últimas décadas, com aumento da taxa  de verticalização dos imóveis e da densidade populacional. A obra é tocada  sempre à noite.

Além  da  substituição  do  material  da  tubulação  de ferro fundido pelo  moderno  PEAD,  um  plástico de alta resistência, a obra está aumentando o  diâmetro  dos  tubos  de  100  mm  para  160 mm. Com isso, a vazão de água  oferecida  ao  Baixo  Augusta  e  vizinhança  vai  praticamente triplicar,  passando  dos  atuais  6,28  litros  por  segundo para 18,10 litros a cada  segundo. Somente a Rua Augusta terá a troca de 3,5 km de rede de água.

Por  se  tratar  de  uma  região  com  movimento  intenso,  a  Sabesp está  executando  a  obra  durante  a noite e a madrugada, entre as 22h e as 5h,  para evitar transtornos maiores à circulação de pedestres – a rede de água  está  sob  a  calçada,  não  no meio da rua. O horário foi autorizado pela  Prefeitura  de São Paulo. Ainda assim, o trabalho é feito em meio a grande  movimentação,  já  que  a  Augusta concentra uma vida noturna agitada, com  bares, restaurantes, casas de espetáculos e cinemas.

 A  obra inclui o trecho da Augusta entre a rua Caio Prado e a alameda Jaú,  além  de  vias  como  as  ruas  Bela  Cintra  e Fernando Albuquerque. Para  diminuir  o  impacto  na  vida  do  cidadão, a Sabesp optou por executar o  trabalho  dividido  em pequenos trechos. Durante a mesma noite, as equipes  fazem  a  escavação,  o  assentamento  da  nova  tubulação,  o  aterro e a  reposição  de  pavimento.  Ou seja, no decorrer do dia, a rua permanece em  perfeitas condições para a passagem dos pedestres.

Há  trechos em que as equipes podem fazer o trabalho de troca da rede pelo  chamado  método  não  destrutivo.  Nesses  casos,  uma  máquina  destrói a  tubulação  antiga  e  já  puxa  o tubo novo pelo mesmo caminho. São feitos  pequenos  acessos  na calçada, e a máquina troca a rede por baixo do solo.

Outros  casos,  no entanto, exigem a abertura de valas, principalmente por  causa  da  ocupação  desordenada  do  subsolo  por  tubulações  de  outras  concessionárias  de  serviços.  A  obra  exige  um  investimento de R$ 4,2  milhões. A previsão é que o trabalho seja concluído em outubro.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 17/04/2018
  • Fonte: FERVER