Sabesp flagra furto de água em motel da Zona Norte de São Paulo
Estimativa é de que tenham sido furtados 8 milhões de litros de água nos últimos 12 meses
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 09/11/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Uma das equipes caça-fraudes da Sabesp flagrou furto de água em um dos maiores motéis de São Paulo, na região do Bairro do Limão, na Zona Norte de São Paulo. O crime foi constatado nesta quarta-feira (7), durante operação realizada com parceria da Secretaria de Segurança Pública.
Durante a vistoria, foi constatado abastecimento irregular no empreendimento, por meio de ligação direta de água à rede de distribuição da Sabesp, sem medição do consumo através do hidrômetro. A estimativa é que tenham sido furtados 8 milhões de litros de água. A quantia seria suficiente para abastecer todo o município de Cajamar por um dia.
O gerente do estabelecimento foi conduzido pela Polícia Civil ao 40º Distrito Policial – Vila Santa Maria, onde será investigado o crime de furto, tipificado no Artigo 155 do Código Penal, que prevê de um a quatro anos de reclusão. A pena pode subir para até oito anos de cadeia caso haja qualificação – como quando há participação de duas ou mais pessoas ou destruição de equipamentos. O responsável deverá realizar também o pagamento retroativo pela água consumida.
Esse tipo de fraude prejudica toda a população. Quem comete o crime de furto de água não se preocupa com o desperdício, pois acredita que não vai pagar pelo alto consumo. É comum entre fraudadores deixar torneiras abertas e não consertar vazamentos. Em casos de irregularidade, os proprietários ou representantes dos imóveis são convocados para prestar esclarecimentos para a polícia, com respectiva abertura de inquérito para investigar os responsáveis pelo furto de água.
Para identificar esse tipo de crime, a Sabesp trabalha com as equipes de caça-fraude, que acompanham o consumo e vistoriam os imóveis. Além disso, conta com a colaboração dos próprios moradores, que podem relatar casos suspeitos pela Central de Atendimento (195) ou pelo Disque-Denúncia (181). A chamada é gratuita e não exige a identificação de quem telefona.