Sabesp flagra furto de água em motel da Zona Norte de São Paulo

Estimativa é de que tenham sido furtados 8 milhões de litros de água nos últimos 12 meses

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Uma  das  equipes caça-fraudes da Sabesp flagrou furto de  água  em um dos maiores motéis de São Paulo, na região do Bairro do Limão,  na Zona Norte de São Paulo. O crime foi constatado nesta quarta-feira (7),  durante  operação  realizada  com  parceria  da  Secretaria  de  Segurança  Pública.

Durante   a   vistoria,   foi   constatado   abastecimento   irregular  no empreendimento,  por meio de ligação direta de água à rede de distribuição  da  Sabesp,  sem  medição do consumo através do hidrômetro. A estimativa é  que  tenham  sido  furtados  8  milhões de litros de água. A quantia seria  suficiente para abastecer todo o município de Cajamar por um dia.

 O  gerente  do  estabelecimento  foi  conduzido  pela Polícia Civil ao 40º  Distrito  Policial  –  Vila  Santa Maria, onde será investigado o crime de  furto,  tipificado no Artigo 155 do Código Penal, que prevê de um a quatro  anos de reclusão. A pena pode subir para até oito anos de cadeia caso haja  qualificação  –  como  quando  há  participação de duas ou mais pessoas ou  destruição  de  equipamentos.  O  responsável  deverá  realizar  também  o  pagamento retroativo pela água consumida.

 Esse  tipo  de  fraude  prejudica toda a população. Quem comete o crime de  furto de água não se preocupa com o desperdício, pois acredita que não vai  pagar  pelo  alto  consumo.  É  comum  entre  fraudadores deixar torneiras  abertas  e  não  consertar  vazamentos.  Em  casos  de  irregularidade, os  proprietários  ou  representantes  dos imóveis são convocados para prestar  esclarecimentos  para a polícia, com respectiva abertura de inquérito para  investigar os responsáveis pelo furto de água.

 Para  identificar  esse tipo de crime, a Sabesp trabalha com as equipes de  caça-fraude,  que acompanham o consumo e vistoriam os imóveis. Além disso,  conta  com  a  colaboração dos próprios moradores, que podem relatar casos  suspeitos pela Central de Atendimento (195) ou pelo Disque-Denúncia (181). A chamada é gratuita e não exige a identificação de quem telefona.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 09/11/2018
  • Fonte: FERVER