Sabesp confirma aumento de 6,11% na conta de água para 2026 em SP
Nova tarifa entra em vigor em janeiro de 2026 e reflete a inflação acumulada no período.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 02/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A partir do dia 1º de janeiro de 2026, as tarifas de água e esgoto sofrerão um reajuste oficial. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) aplicará um aumento de 6,11% nas contas, conforme confirmado pela empresa. A alteração nos valores reflete a correção baseada na inflação acumulada durante os últimos 16 meses, intervalo de tempo utilizado como referência desde que a companhia passou pelo processo de privatização.
A autorização para o reajuste partiu da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), que definiu o percentual na última segunda-feira (1º). Este movimento impacta diretamente o planejamento financeiro das famílias atendidas pela Sabesp, exigindo atenção aos novos custos que virão no início do ano.
Impacto para o consumidor residencial
A mudança na estrutura tarifária afetará principalmente os consumidores residenciais. Para aqueles que possuem um consumo médio mensal entre 11m³ e 20m³, o valor cobrado por mil litros de água sofrerá alteração imediata. Com a atualização da tabela da Sabesp, o custo passará de R$ 6,01 para R$ 6,40.
É fundamental que os clientes da Sabesp estejam cientes de que este cálculo visa recompor as perdas inflacionárias do período estipulado. A agência reguladora mantém a fiscalização para garantir que os valores estejam dentro do acordado contratualmente.
O cenário pós-privatização
O contexto político e econômico envolve promessas anteriores. Antes da desestatização da Sabesp, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) havia assegurado que a população não sofreria com aumentos tarifários. Durante as negociações, foi reiterado que qualquer correção obedeceria a um índice contratual específico.
Este índice tem como função simular qual seria a evolução das tarifas caso a empresa ainda estivesse sob controle total do Estado. Segundo informações do governo paulista, o reajuste atual aplicado pela Sabesp é 15% inferior ao índice previsto no contrato original. O argumento oficial é que essa diferença visa minimizar o impacto financeiro sobre os usuários neste primeiro reajuste após a privatização.