Rússia testa míssil hipersônico enquanto Ucrânia lança ofensiva

Tensão entre Rússia, Otan e Kiev aumenta em meio a exercícios militares e ataques a infraestrutura russa

Crédito: Mikhail Klimentyev/Getty Images

A Rússia realizou neste domingo (14) o disparo de um míssil hipersônico Tsirkon a partir da fragata Almirante Golovko, no mar de Barents. Segundo o Ministério da Defesa russo, o projétil atingiu o alvo designado por um avião de patrulha Tu-142. O Tsirkon é considerado o único míssil naval de sua categoria atualmente em operação e integra o arsenal de “armas invencíveis” promovido pelo presidente Vladimir Putin.

O teste ocorreu durante a manobra Zapad, exercício militar conjunto entre forças russas e belarussas que simula cenários de conflito contra a Otan, incluindo o uso de armamento nuclear. A atividade, que segue até terça-feira (16), coincide com a intensificação da presença de caças ocidentais na Polônia após a violação do espaço aéreo do país por drones russos na última semana.

Escalada no front ucraniano

Em resposta, Kiev intensificou suas ações ofensivas. As forças de Volodimir Zelenski lançaram um ataque em larga escala com drones contra a infraestrutura russa. A Rússia afirmou ter abatido 361 aparelhos, mas parte da ofensiva atingiu alvos estratégicos, incluindo refinarias de petróleo em Ufa e Kirishi, a centenas de quilômetros da linha de frente.

Os ataques provocaram incêndios rapidamente controlados, sem registro de vítimas ou paralisação da produção. No entanto, as repetidas investidas contra o sistema de refino russo têm gerado desabastecimento em algumas regiões, impondo desgaste político e logístico a Moscou.

Novos episódios de sabotagem

Além dos drones, a rede ferroviária russa também foi alvo de ações recentes. No sábado (13), um explosivo destruiu parte da linha férrea na região de Oriol, deixando três mortos. Já no domingo, dois descarrilamentos atribuídos a sabotagem ocorreram na região de Leningrado, resultando em pelo menos uma vítima fatal.

Enquanto isso, aliados da Ucrânia reforçam o cerco diplomático contra Moscou. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou a incursão de drones na Polônia como “inaceitável” e reafirmou o apoio à defesa do flanco leste da Otan.

  • Publicado: 05/02/2026
  • Alterado: 05/02/2026
  • Autor: 14/09/2025
  • Fonte: Sesc Santo André