Rota mata mais dois suspeitos de ataque a tenente em São Paulo
Segundo a Polícia Militar, os suspeitos reagiram à abordagem em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Com a ação, chega a seis o número de mortos desde o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos.
- Publicado: 11/07/2026 09:51
- Alterado: 11/07/2026 09:51
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
Uma nova ação da Rota terminou com dois suspeitos mortos na noite desta sexta-feira (10), subindo para seis o total de mortos desde o início das investigações sobre o atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel.
Os dois homens teriam trocado tiros com os policiais em um imóvel na Zona Leste de São Paulo. Segundo a versão da PM, os agentes foram recebidos a bala e revidaram; nenhum policial ficou ferido na ação.
O oficial foi baleado na cabeça por dois homens em uma moto, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, em 27 de junho, e segue internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Denúncia leva policiais a suspeito escondido em São Mateus
De acordo com a polícia, uma denúncia anônima levou uma equipe até a Rua Touro, na região de São Mateus, onde estaria escondido Márcio dos Santos Ferreira, de 45 anos, conhecido como “Tetão” e apontado como suspeito de participação no atentado.
Ainda segundo a corporação, os policiais foram recebidos por Carlos Roberto Ferreira, de 52 anos, que confessou abrigar Márcio no local. Ao entrar no imóvel, os agentes teriam sido alvo de disparos e revidado. Márcio e Carlos foram baleados e morreram na ação, registrada como morte decorrente de intervenção policial e agora sob investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a polícia, os dois tinham relação com o ataque ao oficial.
A dupla se soma a três suspeitos já presos por envolvimento no caso, sendo a prisão mais recente registrada em Heliópolis na noite de terça-feira (7).
Recompensa de R$ 50 mil segue oferecida por suspeito foragido
Desde o atentado contra o tenente da Rota, a PM recebe e apura denúncias anônimas sobre possíveis envolvidos no crime. A Secretaria da Segurança Pública mantém a oferta de R$ 50 mil por informações que levem à localização de Hércules da Costa Siqueira, apontado pela investigação como autor dos disparos.
A primeira morte relacionada ao caso ocorreu na madrugada de 29 de junho, quando uma equipe do 1º Batalhão de Polícia de Choque recebeu denúncia de que um possível envolvido no atentado estaria na Estrada do Aricanduva, no José Bonifácio, Zona Leste da capital. Segundo a versão da PM, o suspeito estava armado, houve confronto durante a abordagem e ele morreu no local. Em nota assinada pelo major PM Veiga, a corporação afirmou que a denúncia não chegou a ser averiguada por causa do confronto e da morte do suspeito.
Na manhã de 1º de julho, outra denúncia levou equipes da PM até Guaianases, também na Zona Leste. Houve confronto, segundo a corporação, e o suspeito, baleado, foi encaminhado a um hospital da região, mas não resistiu. A Secretaria da Segurança Pública informou não atribuir a esse homem a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o oficial, e o caso segue registrado como morte decorrente de intervenção policial.
A terceira morte aconteceu em Peruíbe, no litoral paulista, na noite de 2 de julho. Elenilson Misael da Silva, conhecido como “Galego” e apontado como integrante de organização criminosa, morreu em confronto com a Rota; segundo a investigação, ele é suspeito de ter participado do ataque.
A quarta morte ocorreu na madrugada de 9 de julho, quando equipes em patrulhamento tentaram abordar dois suspeitos em Heliópolis, na Zona Sul. Houve reação e troca de tiros, e os dois homens, baleados, morreram após serem socorridos a um pronto-socorro da região. A corporação informou que apenas um deles tinha relação com o atentado: Marcelo de Jesus Dias, de 37 anos, apontado como o piloto da moto usada no crime e que tinha mandados em aberto por roubo, furto, corrupção de menores e tráfico de drogas.
Boletim médico do tenente da Rota segue estável
Ronickson Pimentel dos Santos passou por uma traqueostomia na quinta-feira (9), no Hospital Estadual Mário Covas, procedimento que a PM descreveu como realizado sem intercorrências e sem sangramentos. Depois da cirurgia, o oficial retornou ao leito da UTI, onde segue internado em estado grave, estável e sob cuidados intensivos.
Segundo o boletim do 1º Batalhão de Polícia de Choque, os parâmetros neurológicos continuam favoráveis, com pressão intracraniana estável em níveis baixos e o dispositivo de drenagem funcionando normalmente. O tenente está sem febre, com função renal estável, em tratamento com antibióticos e recebendo dieta enteral por sonda. A gastrostomia, procedimento complementar de suporte nutricional, foi remarcada pela equipe médica para a próxima semana.
Com o caso do tenente da Rota ainda em aberto, a investigação segue concentrada em localizar Hércules da Costa Siqueira e em apurar o grau de participação de cada um dos suspeitos já mortos ou presos.