Deputada Rosana Valle critica eficácia do programa Desenrola

Artigo de deputada levanta debate sobre o custo de vida no Brasil em paralelo à nova etapa do programa Desenrola para renegociação de dívidas

Crédito: Divulgação

A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) divulgou nesta segunda-feira (25) um artigo em que critica a gestão econômica do Governo Federal e o impacto do custo de vida na rotina dos brasileiros. A parlamentar de oposição argumenta que o país enfrenta um cenário de “parcelamento da sobrevivência”, no qual o crédito é utilizado para despesas básicas de subsistência, como alimentação e farmácia.

Paralelamente às críticas da deputada, o Governo Federal apresentou recentemente um balanço do Novo Desenrola Brasil (2026), programa de renegociação de dívidas que foi ampliado neste ano. Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa já alcançou a marca de 1 milhão de beneficiários e movimentou cerca de R$ 12 bilhões em dívidas renegociadas em apenas três semanas de vigência.

O Programa Desenrola em 2026

 Desenrola
Governo Federal

Para contextualizar as discussões sobre o endividamento citado pela parlamentar, o programa atual funciona sob regras específicas para diferentes públicos:

  • Público-alvo: Pessoas com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas de cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal contratadas até janeiro de 2026.
  • Condições de pagamento: Descontos médios de 85% para quitação à vista e juros de até 1,99% ao mês para parcelamento em até 48 vezes.
  • Uso do FGTS: A partir desta terça-feira (26), os devedores poderão utilizar até 20% do saldo do FGTS (ou até R$ 1.000) para amortizar ou quitar débitos no programa.
  • Prevenção: Como medida contra o reendividamento, participantes que renegociarem dívidas ficam impedidos de realizar apostas online (bets) por um ano.

Contraponto da Parlamentar

Rosana Valle. Desenrola
Divulgação

Em seu posicionamento, Rosana Valle afirma que iniciativas como o Desenrola tratam apenas os sintomas e não as causas do problema. Ela associa o endividamento à alta carga tributária e à inflação acumulada, citando como exemplo a taxação de pequenas compras internacionais e irregularidades apontadas pela CGU em descontos indevidos no INSS, que somaram R$ 6,3 bilhões. A deputada defende que o equilíbrio das contas públicas é o único caminho para reduzir o custo de vida de forma sustentável.

  • Publicado: 25/05/2026 08:54
  • Alterado: 25/05/2026 08:54
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria