Rogério Amato repercute "pacote de tributos"
Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), lamenta "pacote de tributos" anunciado ontem (19/01) pelo Governo Federal.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 20/01/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
“Mais uma vez, o governo recorre ao aumento de tributos para fazer o necessário ajuste fiscal, que vai drenar os recursos da sociedade, inibir ainda mais as atividades econômicas e o consumo. O que se espera é que, pelo menos, ocorra o controle dos gastos, contrapartida às empresas como a redução da burocracia e racionalização da tributação e que se apresente um programa completo de ajuste fiscal factível e transparente que restabeleça a confiança dos agentes econômicos”, afirma Amato.
O presidente da ACSP também disse esperar que o COPOM, em sua reunião realizada entre hoje e amanhã, mantenha inalterada a taxa SELIC, tendo em vista não apenas o baixo nível da atividade econômica, como as medidas fiscais anunciadas pelo governo, entre as quais a elevação do IOF. “O aumento do Imposto sobre as Operações Financeiras vai encarecer ainda mais o crédito das pessoas físicas e levar à maior desaceleração do consumo. A elevação da taxa SELIC inibiria ainda mais os investimentos e aumentaria os custos das empresas, reduzindo sua competitividade”, completa.
A ACSP criou o Impostômetro em 2005 para conscientizar os brasileiros sobre os altos tributos pagos à União, aos estados e aos municípios. O painel fica na Rua Boa Vista, no centro da capital paulista, e mostra a arrecadação dos impostos em tempo real no país.