Rodrigo Pacheco enfrenta críticas e sustenta defesa da democracia
Declarações de Pacheco contra anistia geram reações da base bolsonarista
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 28/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: MIS Experience
As declarações do ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), geraram um intenso debate nas redes sociais, especialmente entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Neste domingo (27), Pacheco manifestou sua indignação em resposta às críticas que recebeu após sua participação em um evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última quinta-feira (24).

Pacheco afirmou em uma nota enviada à CNN que tem enfrentado a hostilidade da extrema direita desde antes de assumir a presidência do Senado. “Nunca me curvei diante desse grupo que se destaca pela gritaria e pela agressão, sem apresentar propostas relevantes ou construtivas”, enfatizou.
A controvérsia surgiu quando o senador se posicionou contra a proposta de anistia “ampla, geral e irrestrita” para os indivíduos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. Durante o evento no Vale do Jequitinhonha, Pacheco declarou: “Os mesmos que negam a democracia buscam uma anistia que deve ser resistida por todos nós, homens públicos comprometidos com a responsabilidade”.
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) não hesitou em criticar Pacheco, rotulando suas declarações como uma tentativa de mascarar sua verdadeira posição. “Rasgou a fantasia. Discurso aloprado“, escreveu Kicis em uma postagem na plataforma X (anteriormente conhecida como Twitter).
Outro crítico foi o deputado federal Giovani Cherini (PL-RS), que também utilizou as redes sociais para desmerecer a posição do ex-presidente do Senado. “Parece que estamos assistindo a um espetáculo de teatro ou um ensaio para a campanha de 2026“, comentou Cherini.
Em resposta às reações adversas, Pacheco reafirmou que suas palavras foram uma defesa da democracia e um repúdio à tentativa de golpe. Ele ressaltou que esse compromisso deveria ser uma obrigação compartilhada por todos os segmentos políticos, incluindo esquerda, centro e direita. “Entendo que essa postura deveria ser uma obrigação de todos nós”, concluiu o senador.