Rodovias de SP terão estudos de resiliência climática

Iniciativa busca proteger infraestrutura e motoristas contra efeitos de eventos climáticos extremos

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O Governo do Estado de São Paulo deu um passo significativo na integração da pauta ambiental com a infraestrutura viária. Por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), a gestão estadual implementou a exigência de estudos técnicos focados no impacto das mudanças climáticas. A medida abrange 1.357 quilômetros de rodovias de SP que já estão concedidas ou em processo de concessão, visando antecipar riscos e garantir a segurança operacional.

Essa nova diretriz foi estabelecida como requisito obrigatório para contratos importantes, incluindo a concessão da Nova Raposo (92 km), na Grande São Paulo, e da Rota Sorocabana (460 km). A regra também se aplica aos 285 km do lote Paranapanema e aos 520 quilômetros da futura Rota Mogiana, cuja licitação está prevista para o início de 2026. Com isso, a malha de rodovias de SP passa a contar com um planejamento mais robusto contra intempéries.

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Prevenção contra eventos extremos

O objetivo central dos estudos é elevar a capacidade de resistência das vias frente a eventos hidrológicos severos. A análise técnica verifica a eficácia dos sistemas de drenagem atuais, considerando variáveis críticas como a frequência de chuvas, a inclinação do terreno e a velocidade de escoamento da água. Dessa forma, busca-se adaptar as rodovias de SP para suportarem vazões máximas sem comprometer a trafegabilidade.

Além da drenagem, o levantamento mapeia áreas vulneráveis a processos erosivos, assoreamentos e ao surgimento de voçorocas — grandes buracos formados pela ação da chuva em solos desprotegidos de vegetação. Identificar esses pontos críticos é fundamental para a manutenção preventiva das rodovias de SP, evitando colapsos estruturais e interdições de emergência.

Monitoramento contínuo e intervenções

A rigidez do contrato estipula que esses estudos não sejam estáticos. As concessionárias devem atualizar as análises a cada nova obra realizada ou, obrigatoriamente, a cada seis meses. Os relatórios são submetidos ao controle da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), garantindo que a gestão das rodovias de SP acompanhe a dinâmica climática em tempo real.

Caso sejam detectadas insuficiências nos sistemas de drenagem, a concessionária deve executar intervenções imediatas. As soluções incluem a implantação de dispositivos como bacias de amortecimento e sistemas de retenção, projetados para controlar e dissipar águas pluviais. Essas obras não apenas protegem a infraestrutura, mas também beneficiam o ecossistema local e aumentam a segurança dos usuários que trafegam pelas rodovias de SP diariamente.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 19/11/2025
  • Fonte: FERVER