Roda de conversa trata do combate à discriminação contra travestis e transexuais
Evento será realizado na Cajuv nesta sexta-feira, Dia Nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais; encontro começa às 18h
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 26/01/2016
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Crédito:
Em consonância com as políticas públicas da Prefeitura de São Bernardo do Campo de combate à discriminação contra travestis e transexuais e reconhecimento e respeito à identidade de gênero, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedesc) convida a população para participar nesta sexta-feira (29), Dia Nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais, de roda de conversa sobre o assunto. O encontro, no qual será abordado o tema “Conhecendo a realidade das Pessoas Trans: Fortalecer a Cidadania e Desfazer Preconceitos”, é aberto ao público e será realizado a partir das 18h na Coordenadoria de Ações para a Juventude (Cajuv), na Avenida Redenção, 271, Jardim do Mar.
A data marca a luta pelos direitos humanos e respeito à identidade de gênero, o direito à vida sem preconceito e discriminação, e é celebrada desde 2004, quando o Ministério da Saúde e entidades da sociedade civil lançaram a campanha “Travesti e Respeito”, em reconhecimento à dignidade dessa população.
No entanto, a população brasileira de travestis e transexuais ainda sofre com a violência e enfrenta todos os tipos de dificuldades no acesso à educação, ao trabalho e à saúde.
Dados indicam que a população trans é a mais violada e violentada no segmento LGBT. O último Relatório de Violência Homofóbica publicado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, em 2011, aponta que grupos de travestis e transexuais ainda são os mais suscetíveis à violência, que se expressa através de injúrias, agressões físicas, psicológicas e assassinatos, todos os dias.
A atividade visa tornar de conhecimento da sociedade tal realidade, pois se entende que a resposta para a total exclusão à qual estão submetidas/os as/os travestis e transexuais em todo o País ocorre justamente pelo desconhecimento, que leva ao preconceito.
Dar visibilidade significa iluminar determinado assunto, determinado grupo social para torná-lo visível com todas as suas fragilidades e potencialidades. No caso do segmento transexuais e travestis é dar visibilidade para avançar nas políticas públicas e no respeito e dignidade a todo o segmento.
“O Brasil é um país plural com um povo diverso, cuja riqueza principal é a diversidade e o respeito humano. Travestis e transexuais, assim como todos os demais brasileiros e brasileiras, merecem respeito aos seus direitos para desfrutarem de uma vida digna com todos os seus direitos garantidos”, disse Leo Barbosa, coordenador setorial no Grande ABC do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT).