Roda de conversa discute saúde mental e suicídio

Como parte da campanha Setembro Amarelo, a Prefeitura de Diadema promoveu nesta sexta-feira, 28/9, uma roda de conversa com o tema “Suicídio e Saúde Mental: Uma Escuta Possível”.

Crédito: Adriana Horvath

A conversa foi realizada no EDAP (Escola Diadema de Administração Pública) e teve como objetivo trazer discussões entre os servidores sobre o suicídio enquanto fenômeno social e psíquico no contexto atual.

Voltado para profissionais das secretarias de Saúde, Assistência Social e Cidadania, Defesa Social, Educação e Poder Judiciário, as discussões abordaram questões como formas atuais de manejos de situações que envolvam o risco de suicídio, identificação dos sintomas, tratamento e prevenção. Além disso, dados epidemiológicos foram apresentados.

Em 2016, as notificações chegaram a 11.433 mortes decorrentes do suicídio. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde. “Por ser uma das principais causas de morte, nosso foco é trazer mais informações sobre o suicídio contemporâneo, indo além do que é veiculado na mídia. Por meio de uma educação permanente, queremos mudar o estereótipo de que a doença é tratável apenas com medicação e, principalmente, qualificar os profissionais sobre a importância de discutir a questão, ficar alerta aos sinais, bem como conscientizar sobre a necessidade de estar em constante formação a respeito do assunto”, destaca a coordenadora de Saúde Mental, Heloisa Santos.

Na roda de conversa, a psicóloga do Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS), Claudia De Simone, realizou uma vivência com os profissionais. A psicóloga também apresentou os principais fatores de risco, como identificar um suicida, se o paciente tem risco baixo, médio ou alto e como agir em cada um desses casos.

Além disso, a psicóloga do CAPS da unidade Sul, Renata Ranpin, exibiu o documentário  “O Solitário Anônimo”.

De acordo com a Agente Comunitária de Saúde da Unidade Básica de Saúde (UBS), Adriana da Silva, é importante que, primeiramente, os profissionais da rede se capacitem, para que possam, assim, ajudar os pacientes. “Como eu trabalho diretamente com a comunidade, sei que os casos são mais comuns do que se imagina. Então, ter cursos, conversas e discussões sobre o tema para que possamos aprender a agir da melhor forma é indispensável”, explica.

Dados

O Brasil ocupa o 8º lugar em números absolutos de suicídio, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério de Saúde. Em 2012, foram registradas 11.821 mortes decorrentes de suicídio, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres. Entre 2000-2012 houve aumento de 10,4% na quantidade de mortes, sendo uma alta de 17,8% entre mulheres e 8,2% entre homens.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 28/09/2018
  • Fonte: FERVER