Robôs domésticos devem impulsionar mercado em 2026
Avanços em IA e festas de fim de ano aceleram a busca por autonomia e tecnologia nos lares do país.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 08/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Secult PMSCS
Com a chegada de dezembro, o aumento das festas e viagens impulsiona a busca por tecnologias que otimizem a rotina. Nesse cenário, os robôs domésticos emergem como uma das categorias com maior potencial de expansão. Segundo análise da FEI, centro universitário pioneiro em engenharia de robótica no Brasil, a tendência é de forte crescimento para 2026.
Dados globais corroboram essa visão. Estimativas da ABI Research apontam que o mercado de robótica residencial deve movimentar mais de US$ 19 bilhões até 2027. Esse volume financeiro é sustentado pela popularização de assistentes autônomos, sensores inteligentes e equipamentos de limpeza.
O cenário atual no Brasil
O setor nacional demonstra sinais claros de maturidade. Levantamentos da GfK indicam que, somente em 2024, os aspiradores robôs registraram um crescimento superior a 25% em vendas. Para Fagner Pimentel, professor de Engenharia de Robôs da FEI, o aumento na procura por robôs domésticos reflete uma mudança de percepção do consumidor.
“Um robô doméstico não é apenas um eletrodoméstico automatizado. Ele é um sistema autônomo, adaptativo e interativo, capaz de operar no ambiente humano com algum nível de compreensão do mundo.”
Diferença entre automação e robótica
Para que um dispositivo seja classificado tecnicamente nesta categoria, ele deve superar a simples automação. É necessário apresentar autonomia real, fusão sensorial e tomada de decisão sem script pré-definido.
Atualmente, competições internacionais utilizam critérios rigorosos para avaliar a eficiência dos robôs domésticos, como a capacidade de localização, planejamento de rotas e manipulação de objetos. Pimentel explica o nível de complexidade esperado para o futuro:
“Estamos falando de robôs capazes de arrumar a casa, dobrar roupas e auxiliar idosos, são tarefas que vão muito além da automação tradicional.”
Inteligência Artificial e tendências para 2026
A integração de inovações em Inteligência Artificial (IA) embarcada e a navegação social prometem transformar 2026 em um ano decisivo para os robôs domésticos. A expectativa é que equipamentos, antes simples, passem a combinar automação com comportamento contextual.
As previsões indicam o surgimento de modelos com:
- Mapeamento 3D avançado;
- Desvio inteligente de obstáculos;
- Interação aprimorada por voz ou câmera.
Além dos aspiradores, o mercado deve abrir espaço para dispositivos especializados, como limpadores de janelas e banheiros. A longo prazo, entre cinco e dez anos, espera-se que plataformas móveis evoluam para estruturas modulares, facilitando a introdução gradual de humanoides nos lares.
Cuidados com privacidade e consumo consciente
O comportamento de compra neste fim de ano já privilegia itens que preparam a casa para o futuro, como sensores e fechaduras inteligentes. No entanto, a aquisição de robôs domésticos exige cautela quanto à segurança de dados.
O especialista da FEI alerta que ambientes preparados e transparência no uso da IA serão diferenciais competitivos, transformando o produto em serviço. Pimentel finaliza com uma recomendação essencial para o consumidor:
“Não é sobre comprar o robô mais caro, mas o que faz sentido para cada casa.”
Ao observar a evolução dos robôs domésticos, nota-se que o futuro aponta para uma convivência cada vez mais integrada entre humanos e máquinas autônomas.