Rio Open amplia liderança verde com parceria da ENGIE

Torneio neutraliza 100% das emissões pelo sexto ano e reforça status de referência mundial em gestão ambiental esportiva.

Crédito: Rodilei Morais/ABCdoABC

O Rio Open consolida novamente sua posição de vanguarda no cenário esportivo ao renovar, pelo sexto ano consecutivo, a parceria estratégica com a ENGIE Brasil. Focado na neutralização total das emissões de carbono, o maior torneio de tênis da América do Sul acontece entre os dias 14 e 22 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro.

A colaboração, iniciada em 2020, transforma o evento em um modelo de responsabilidade ecológica. Para a 12ª edição, a organização estima neutralizar mais de 1.800 toneladas de CO₂, superando as 1.713 toneladas compensadas em 2024. O volume reforça o compromisso do Rio Open com a agenda climática global.

Sustentabilidade no Rio Open: Estratégia de Descarbonização

A mecânica de compensação utilizada pelo evento baseia-se em créditos de carbono de origem elétrica. Esses créditos provêm da Usina Hidrelétrica Jirau, localizada no Rio Madeira (RO). O empreendimento é registrado no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) das Nações Unidas.

Desde o início da aliança com a ENGIE, o Rio Open já compensou um acumulado superior a 6.000 toneladas de CO₂. Esse esforço contínuo garantiu ao torneio o certificado “Carbono Neutro” da ONU, uma validação internacional das práticas voluntárias de gestão ambiental adotadas pela organização.

Eduardo Sattamini, CEO da ENGIE Brasil, destaca a relevância dessa continuidade:

“Essa colaboração tem gerado resultados significativos e deve ser considerada um exemplo para estimular o mercado esportivo a adotar práticas que impulsionam a transição para uma economia neutra em carbono. A atuação conjunta demonstra que o esporte e a responsabilidade socioambiental podem caminhar lado a lado.”

Abrangência e Impacto da Operação

A estratégia de neutralização do Rio Open vai muito além do consumo de energia local. O cálculo das emissões abrange todas as frentes operacionais do evento para garantir uma pegada ambiental mínima.

O escopo da compensação inclui:

  • Montagem e desmontagem da estrutura;
  • Consumo total de energia elétrica durante os jogos;
  • Deslocamento aéreo e terrestre de atletas e equipes técnicas;
  • Transporte e movimentação do público.

Essa visão holística é parte da plataforma Rio Open Green. Além da questão climática, o programa gerencia resíduos, incentiva a reciclagem e reduz drasticamente o uso de plásticos nas dependências do Jockey Club.

O papel do setor elétrico no esporte

A participação da Jirau Energia é fundamental para a execução técnica do projeto. Sendo a quarta maior geradora de energia do Brasil, a usina já forneceu créditos para eventos globais, como os Jogos Rio 2016. Agora, volta a aplicar essa expertise no Rio Open.

Segundo Edson Silva, diretor-presidente da Jirau Energia, os créditos representam mais do que eficiência técnica. Eles simbolizam a transformação da energia renovável em benefícios tangíveis para a sociedade, conectando inovação e preservação ambiental ao universo do tênis.

Ao integrar soluções de alto nível com o entretenimento, a organização prova ser possível realizar grandes espetáculos com consciência ecológica. A renovação da parceria com a ENGIE assegura que a edição de 2025 manterá o legado sustentável do Rio Open.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 14/01/2026
  • Fonte: Pocah