Rio de Janeiro tem previsão de máxima de 42°C nesta terça (18)
Enquanto o Sudeste e Centro-Oeste enfrentam esse calor intenso, a região Sul do Brasil experimenta chuvas mais intensas, especialmente no Rio Grande do Sul
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 18/02/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Maria Clara e JP
Uma intensa onda de calor tem afetado diversas regiões do Brasil, especialmente o Sudeste e o Centro-Oeste, resultando em temperaturas extremamente elevadas. No dia 18 de fevereiro, a cidade do Rio de Janeiro é esperada para registrar uma temperatura máxima de 42°C, que pode ser considerada o pico do verão de 2025. Este fenômeno já trouxe à capital fluminense uma marca anterior de 41,3°C no dia 17, a mais alta registrada até agora na estação.
Segundo o meteorologista Fábio Luengo da Climatempo, as altas temperaturas são atribuídas a um bloqueio atmosférico que impede a chegada de massas de ar frio. Esse bloqueio é caracterizado por uma área de alta pressão localizada no centro do país, que não só provoca um aumento nas temperaturas como também reduz a ocorrência de chuvas.
Na terça-feira (18), as capitais que devem registrar os maiores índices de calor incluem:
- Rio de Janeiro – 42°C
- São Paulo – 35°C
- Campo Grande – 35°C
- Vitória – 34°C
- Belo Horizonte – 34°C
- Cuiabá – 33°C
- Goiânia – 33°C
As previsões indicam que as temperaturas poderão ultrapassar em até 7°C os valores médios esperados para fevereiro, com a onda de calor se estendendo até pelo menos o dia 24 deste mês.
A chegada de uma frente fria entre terça e quarta-feira pode trazer um leve alívio, com a possibilidade de chuvas em algumas áreas do estado do Rio de Janeiro e leste paulista. Isso deve resultar em uma queda modesta nas temperaturas, que podem recuar para cerca de 37°C na capital carioca.
No entanto, enquanto o Sudeste e Centro-Oeste enfrentam esse calor intenso, a região Sul do Brasil experimenta chuvas mais intensas, especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Essa precipitação está relacionada à mesma frente fria que não consegue avançar devido ao bloqueio atmosférico.
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também está causando temporais no Ceará, Norte do Piauí, Norte do Maranhão, Norte do Pará e Amapá. Essa área é um corredor de umidade que se intensifica durante o verão próximo à linha do Equador.
De acordo com Luengo, a situação climática no Brasil revela um cenário contrastante: enquanto as regiões Norte e Sul estão sujeitas a temporais, o centro do país continua sob o domínio da onda de calor com pouca precipitação.
A onda de calor é definida quando as temperaturas se mantêm 5°C acima da média por um período mínimo de cinco dias consecutivos. Neste momento, nove estados e o Distrito Federal estão enfrentando essas condições extremas:
- Norte do Paraná
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Espírito Santo
- Minas Gerais
- Mato Grosso do Sul
- Distrito Federal
- Goiás
- Bahia
- Extremo sul do Piauí
A expectativa é que esse fenômeno continue a influenciar as temperaturas nas próximas semanas, possivelmente resultando nos recordes anuais em diversas capitais. Por exemplo, até agora as cidades da região Sudeste já registraram algumas das mais altas temperaturas deste ano:
- São Paulo: 34°C – 17/02
- Rio de Janeiro: 41,3°C – 17/02
- Vitória: 36,5°C – 14/02
- Belo Horizonte: 34,4°C – 21/01
Neste período marcado pelo calor extremo, as chuvas tendem a ser esparsas e limitadas. Luengo destaca que “a chuva durante uma onda de calor tende a ser convectiva, resultante do aquecimento e umidade localizadas”, indicando que não se espera uma precipitação generalizada.
Ainda segundo ele, regiões como São Paulo podem experimentar mais chuvas isoladas ao longo dos próximos dias.