Ribeirão Pires reúne diferentes etnias em Conferência sobre Igualdade Racial
Durante evento, participantes discutiram políticas públicas de Promoção da Igualdade e apresentaram riqueza cultural da cidade
- Publicado: 17/07/2013 09:47
- Alterado: 17/07/2013 09:47
- Autor: Redação
- Fonte: PMRP
No último sábado, dia 13, a Prefeitura de Ribeirão Pires realizou a 3ª Conferência de Promoção da Igualdade Racial, na Associação Cultural Nipo Brasileira (Kaikan). Índios Karibokas, Nação Afro Brasileira de Candomblé, grupo cigano e capoeiristas, inclusive visitantes chilenos, participaram do evento e apresentaram um pouco de suas histórias e tradições.
Espetáculos de dança, roda de capoeira e orações dos grupos indígena, cigano e do candomblé fizeram parte da programação da Conferência. Todos os grupos participaram das apresentações de forma integrada. “A gente pede a união dos povos aos nossos Deuses. Para nós, não existe raça”, afirmou o Cacique e Pajé Laguna, que governa os índios Karibokas da Aldeia Tupãnaé.
Para o representante da Nação Afro Brasileira de Candomblé, pai Wilson, a mistura dos povos é fundamental para vencer os preconceitos. “Queremos somar, sem distinção de etnias. Queremos nosso espaço. Ainda existe preconceito sem muitas vezes as pessoas nem conhecerem sobre o assunto”, disse.
Em uma grande roda, capoeiristas, índios, integrantes do candomblé dançaram junto ao grupo cigano. Grupo de capoeiristas do Chile, que faz intercâmbio em Ribeirão Pires, também entrou na dança. “Dentro das propostas que discutimos na Conferência, inserimos a capoeira, que é patrimônio cultural do Brasil e não tem fronteiras. Queremos que a capoeira ganhe ainda mais espaço no esporte, na cultura e na educação em nosso país”, declarou Mestre Pelé, representante do grupo de capoeiristas.
RIBEIRÃO ELEGE PROPOSTAS E DELEGADOS PARA FASE REGIONAL DA CONFERÊNCIA
Durante a 3ª Conferência Municipal, foram eleitos três delegados titulares e três suplentes para a próxima etapa, que será regional, e também elencadas 21 propostas em dois eixos diferentes: cultura de paz e esquematização de recursos financeiros e viabilização de equipamentos públicos.
Para o Secretário de Política Comunitária e Institucional, Gerson dos Santos Goulart, a abertura para diálogo é o maior ganho. “Houve a oportunidade dos moradores participarem de discussões sobre o tema e promover a integração entre os representantes de diferentes etnias e culturas”, afirmou o secretário.
As propostas elencadas foram:
Eixo 1 – Cultura de Paz.
1. Promover e fomentar encontros interculturais em espaços públicos e particulares;
2. Criação de um “Centro de Referência Multicultural (nível Regional);
3. Criação da Casa de Conselhos (Um espaço de promoção multicultural local para reuniões e ações);
4. Promover, fomentar, sensibilizar e dar visibilidade as diferentes culturas locais;
5. Garantir espaços para manifestação cultural local em todos os eventos promovidos pelo poder público;
6. Divulgação continua das diferentes raízes culturais existentes regionalmente;
7. Criar material didático e histórico da cultura local e fomento estadual;
8. Solicitar a inclusão de projetos na rede municipal de ensino discuta raízes e culturas locais.
9. Fomentar a interlocução entre as culturas locais;
10. Promover estudo e revisão do hino municipal, considerando as raízes históricas da diversidade étnico cultural local;
11. Promover e desenvolver campanhas de cultura de paz;
12. Fomentar o apoio a memória cultural local;
13. Reativar o Conselho municipal de patrimônio histórico;
Eixo 2 – Esquematização de Recursos Financeiros e Viabilização de Equipamentos Públicos.
1. Realizar um senso para os grupos em questão, para quantificar participantes e qualificar (condição de saúde, educação, cultura e etc.);
2. Desenvolver projetos para a criação de um centro étnica religiosa;
3. Desenvolver decretos (incentivo fiscal) que amarre parcerias financeiras e materiais entre, comercio, indústria, e órgão público, com esses grupos;
4. Com projeto desenvolvido e aprovado, buscar recursos financeiros, Estadual e Federal;
5. Fiscalizar as redes de ensino Estadual e Municipal para que a lei Afro e indígena seja cumprida;
6. Desenvolver projetos em parcerias com o conselho de igualdade racial e ONGS para promover a igualdade racial;
7. Coordenadoria Especifica para igualdade racial.
8. Inclusão de liberação de projetos para a promoção da igualdade racial no PPA da cidade;
DELEGADOS PARA A CONFERÊNCIA REGIONAL
Titulares: Gilson Germano Cascardi (representante do segmento LGBT); Mirian Aparecida Bernardino (representante do segmento povos de terreiro); e João Moreira (representante do segmento capoeira). Já os suplentes: Willian Domingos Ferreira (representante do segmento povos indígenas); Wilson dos Santos (representante do segmento povos de terreiro); e Delaine Portella (representante do segmento povos de terreiro).