Ribeirão Pires oferece atendimento no Centro de Apoio Psicossocial
Centro de Apoio Psicossocial - CAPS II de Ribeirão Pires atende cerca de mil pacientes com transtornos mentais graves
- Publicado: 27/03/2012 17:18
- Alterado: 27/03/2012 17:18
- Autor: Redação
- Fonte: PMRP
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Apoio, atenção e atividades terapêuticas. Esses são alguns dos instrumentos utilizados pelos profissionais do Centro de Apoio Psicossocial – CAPS II de Ribeirão Pires, que atende atualmente cerca mil pacientes com transtornos mentais graves, como esquizofrenia.
Por meio da Secretaria de Saúde e Higiene do município, os pacientes recebem acompanhamento de equipe formada por psicólogos, médico psiquiatra, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Os atendimentos são realizados individualmente, em grupo, entre os pacientes, ou com os familiares.
Uma das ações que integra os usuários nos Centros de Apoio Psicossociais da cidade – além do CAPS II, há a unidade infantil e a unidade Álcool e Drogas – é a participação em oficinas terapêuticas. No CAPS II, há cursos artesanais, musicais, de culinária, beleza, leitura e até mesmo educação, para alfabetização de pacientes.
Oficinas de bijuteria, fuxico, tricô, amarradinho, teatro, aulas de canto, sessão de cinema, cuidados e orientações sobre higiene pessoal, leituras e karaokê são algumas das atividades propostas pela equipe do CAPS II. Cada paciente é avaliado e os profissionais indicam o melhor tipo de terapia, de acordo com o quadro clínico do paciente.
“Priorizamos a reestruturação, reorganização do cotidiano e a socialização dos pacientes”, explica Talita Lisboa da Silva Melo, Terapeuta Ocupacional do CAPS II. “O objetivo de nosso trabalho é reintegrar os pacientes na sociedade, garantir que o paciente lide com a medicação e tenha responsabilidades”, afirmou.
De olhos atentos na costura de fuxico, a paciente F. Q., frequentadora há dois anos e cinco meses do CAPS II, já percebe a contribuição das atividades terapêuticas em seu dia a dia. “Gosto de participar das oficinas, para distrair a cabeça. Fico satisfeita com o resultado do meu trabalho”, conta F., que foi diagnosticada como portadora da síndrome do pânico.
Para a paciente, o apoio que encontrou no CAPS foi importante para retomar atividades que tinha deixado de lado por conta da síndrome.
“Estou mais confiante. Antes me sentia muito sozinha e não saia de casa”, lembra F., que hoje vai de casa ao CAPS sozinha, três vezes por semana.
O CAPS II possui parcerias com o Ambulatório de Infectologia da Prefeitura, com a Secretaria de Promoção Social e outros setores, para ampliar a possibilidade de reinserção dos pacientes na sociedade. No local, são atendidas pessoas com idade a partir de 18 anos.
O Centro funciona de segunda à sexta, das 8h às 17h, na Rua Afonso Zampol, 41 – Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 4823-2144.