Responsabilidade social e Desigualdade: como o terceiro setor age na remediação de obstáculos socioeconômicos?
Esta semana, exploramos um pouco o terreno das desigualdades no Brasil e a importância de iniciativas não-governamentais na redução dos seus impactos
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 18/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A desigualdade social diz respeito à diferença de condições e acesso a recursos básicos entre pessoas de uma mesma sociedade. Essa divergência pode ser tanto econômica quanto cultural, educacional, de gênero, e assim por diante, e no Brasil o cenário que enfrentamos é bem acentuado nesse sentido. Nesta semana, propomos algumas reflexões sobre a desigualdade, o terceiro setor e a responsabilidade social, afim de frisar a importância das ações não-governamentais e do apoio das empresas na manutenção dessas iniciativas.
Características do cenário desigual
Publicada em 2023, uma pesquisa realizada pela FGV Social uniu dados do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) com a base da Pnad Contínua, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os resultados nos apontam algumas coisas importantes, como o fato de que, mesmo com o Auxílio Emergencial oferecido durante a pandemia, a desigualdade no Brasil não apresentou melhoras.
A respeito do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) – que mede riqueza, educação e expectativa média de vida –, a discrepância também é presente. Entre os 20% mais ricos, o Brasil teria IDH superior ao da média da Islândia ou Noruega, porém, se olharmos para os 20% mais pobres, o IDH seria o mesmo identificado em países como Índia ou Namíbia. Mas o que esses números significam? Bem, quando encaramos tais índices, temos uma dimensão geral do quanto o nosso país não distribui recursos de maneira equitativa ou justa, portanto ficam abertas lacunas nas quais a falta de acesso é uma realidade palpável e ocasionam desigualdades.
Levando em conta esse cenário, é importante sempre frisar que o responsável por minimizar os impactos negativos dessas desigualdades é o terceiro setor. Por meio de ações multifacetadas, que partem de diversas propostas e meios de atuação, as instituições e iniciativas não-governamentais atendem, principalmente, pessoas que são atingidas pela falta de recursos e acessos – sejam eles econômicos, culturais, educacionais, de lazer, de saúde, e assim por diante.
É graças ao trabalho voluntário e à vontade de fazer a diferença que a sociedade pode se tornar um lugar onde as pessoas tenham mais acessos comuns e uma melhor qualidade de vida, com menos desigualdades em todos os âmbitos. Bater nesta tecla é muito importante quando temos em mente que a desigualdade é, infelizmente, constante, ou seja, a força que vai na contramão e busca por equidade também não pode dar trégua.

Empresas e sua relevância na manutenção do terceiro setor
Vamos começar com um exemplo: o Comunitas é uma organização da sociedade civil brasileira que tem como foco contribuir com o aprimoramento de investimentos sociais corporativos e estimular a participação da iniciativa privada no desenvolvimento social e econômico do país. Segundo A pesquisa BICS de 2023, as grandes empresas e grupos empresariais que fazem parte do Comunitas doaram 147 milhões de reais em 2022, destinados a causas da sociedade civil.
Já o Censo GIFE 2022-23 – organização sem fins lucrativos que reúne os principais investidores do país –, mostra que as principais instituições da filantropia brasileira que contribuem com essa organização doaram 838 milhões de reais em 2022. Mais um número digno de nota é: em 2023, foram publicamente declarados 439 milhões de reais em doações, segundo o Monitor das Doações. Tudo isso nos aponta que o terceiro setor consegue se manter e financiar suas iniciativas, em parte, graças à ajuda de muitas empresas que reconhecem seu papel como transformadoras sociais.
Os índices podem nos deixar zonzos de vez em quando, mas eles também nos traduzem a realidade sobre as desigualdades com a qual temos contato. Cada vez mais é importante que as empresas se posicionem e assumam sua responsabilidade social, levando em conta que elas estão localizadas em uma sociedade, atendem os indivíduos e impactam vidas. Tendo em vista isso, toda iniciativa que busque tornar esse impacto positivo e construtivo, especialmente por intermédio do terceiro setor, é fundamental.
Sobre o Adote um Cidadão
O Adote trabalha há 26 anos pela justiça social para pessoas com deficiência e grupos em situação de vulnerabilidade como um todo, por meio da multiplicação de sorrisos e ações de inclusão presentes em iniciativas sócio-educativas. Temos a frente Empresa Comprometida, por meio da qual corporações interessadas em cumprir com a sua responsabilidade social podem se juntar a nós e contribuir diretamente com as mais de 10 ações anuais que realizamos.
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