O papel da educação na formação do respeito aos animais

Como pais e educadores podem criar uma rede de proteção para os animais

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Você já ouviu falar do caso do cão Orelha? A história deixou muita gente indignada e trouxe de volta uma conversa que não pode mais esperar: como estamos ensinando nossas crianças e adolescentes a cuidar dos animais?

Cão Orelha - Cachorro Orelha - Animais
Reprodução/Redes Sociais

O assunto é sério. Para você ter uma ideia, dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que o Brasil registrou quase 5 mil processos por maus-tratos aos animais em 2025. Isso dá uma média de 13 casos por dia. Além disso, pesquisas recentes revelam um movimento preocupante na internet, com grupos de jovens em redes sociais incentivando comportamentos violentos.

Mas, afinal, o que a gente pode fazer para mudar esse cenário?

O papel da escola e da família na luta contra os maus-tratos aos animais

A Andréa Piloto, que é diretora da Escola Vereda, acredita que pais e professores precisam formar uma rede de proteção. O segredo está na observação. Se a criança demonstra falta de empatia, participa de brincadeiras agressivas ou muda o comportamento de repente, é hora de acender o sinal de alerta.

O objetivo aqui não é apenas castigar, mas entender o que está acontecendo e agir antes que algo pior ocorra. Às vezes, esse comportamento agressivo pode ser um sinal de sofrimento emocional ou reflexo de algo que a criança vive em casa.

 “Quando ensinamos o cuidado com os animais, estamos ensinando responsabilidade, empatia e limites. A educação precisa ir além do conteúdo acadêmico e trabalhar a formação emocional e ética das crianças desde pequenas”, explica Andréa.

Ensinar a cuidar é ensinar a amar

Maus-tratos - Animais - Cachorros
Divulgação/Freepik

A escola pode ser o lugar perfeito para desenvolver valores que vão muito além dos livros de matemática. Segundo Andréa, quando a gente ensina uma criança a cuidar de um bicho, estamos ensinando:

Responsabilidade: entender que o outro depende de você.

Empatia: conseguir se colocar no lugar de quem sente dor.

Limites: saber até onde podemos ir.

Dicas práticas para o dia a dia

Algumas ideias simples podem transformar a forma como os jovens veem o mundo:

Rodas de conversa: falar abertamente sobre o que é empatia.

Projetos práticos: participar de campanhas para ajudar abrigos de animais.

Exemplo em casa: tratar os bichos com respeito é a melhor lição que os pais podem dar.

Andréa reforça que cada caso é único. Às vezes, a agressividade vem de uma exposição excessiva à violência ou de questões psicológicas que precisam de um profissional. O importante é acolher e orientar com carinho, sem rótulos ou apenas punições isoladas.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 16/02/2026
  • Fonte: Sorria!,