Resiliência Climática é discutido pelo Governo de SP em Congresso

vento no Palácio dos Bandeirantes reuniu especialistas nacionais e internacionais, autoridades e representantes da sociedade civil para debater o tema

Crédito: Divulgação/Governo de SP

O Governo de São Paulo demonstrou seu protagonismo na agenda ambiental e de segurança ao sediar o II Congresso Internacional de Resiliência Climática nesta quinta-feira (16 de outubro de 2025). Liderado pela Defesa Civil estadual, o evento realizado no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, consolidou o debate sobre as mudanças climáticas e, principalmente, sobre o financiamento necessário para mitigar seus impactos nos municípios.

Com o tema central “O Financiamento Público e Privado para a Redução de Riscos e Desastres“, o congresso reuniu uma elite de especialistas nacionais e internacionais, autoridades governamentais, representantes de organizações não governamentais, acadêmicos e líderes do setor privado. O foco das discussões foi o fortalecimento de políticas públicas preventivas, essenciais para a adaptação e a construção da resiliência climática em um cenário de eventos extremos cada vez mais frequentes.

O papel do financiamento público e privado na resiliência climática

A abertura do Congresso de Resiliência Climática contou com a participação do secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, que detalhou as linhas de crédito disponibilizadas pela Desenvolve SP, e do coordenador adjunto de Defesa Civil, tenente-coronel Rinaldo de Araújo Monteiro. Ambos destacaram as ações conjuntas para fortalecer a resiliência climática no estado.

II Congresso Internacional de Resiliência Climática - Divulgação/Governo de SP
II Congresso Internacional de Resiliência Climática – Divulgação/Governo de SP

O tenente-coronel Rinaldo Araújo Monteiro sublinhou que a Defesa Civil tem intensificado sua preparação, especialmente após o trágico evento de São Sebastião, no Litoral Norte, em fevereiro de 2023. “Desde o evento de São Sebastião, o Governo de São Paulo tem investido massivamente em ações de prevenção e resposta às mudanças climáticas, e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico tem sido fundamental, principalmente no financiamento de projetos de resiliência aos municípios e no fomento junto à iniciativa privada, como ocorreu na tragédia do Litoral Norte”, afirmou.

O congresso, que teve o apoio do Movimento União Br e da Firehouse Subs, teve uma programação robusta, estruturada em quatro painéis temáticos, workshops e mesas de debate. O objetivo principal foi promover a integração de tecnologias emergentes, práticas sustentáveis e estratégias colaborativas para enfrentar os impactos devastadores dos eventos climáticos extremos. A busca por um modelo de financiamento público e privado para a redução de riscos e desastres é vista como o pilar dessa nova estratégia.

6 Estratégias Essenciais para a Resiliência Climática

Durante os painéis, a Defesa Civil reuniu nomes importantes de instituições públicas e privadas para destrinchar as responsabilidades de cada setor. As discussões trouxeram à luz seis frentes de trabalho cruciais para a construção de uma resiliência climática eficiente no Brasil:

  1. Engajamento da Iniciativa Privada: Debatedores como Daniela Zen (gerente de Relações Institucionais do Banco Itaú), Paulo Boneff (líder da Gerdau) e Daniel Packness (Diretor da Firehouse Subs) focaram no papel das empresas na redução de riscos em áreas vulneráveis.
  2. Uso de Fundos Orçamentários: A diretora da Defesa Civil, major Tatiana Rocha, compartilhou a experiência da criação do Fundo Estadual da Defesa Civil, um mecanismo vital para o repasse de recursos em resposta a desastres.
  3. Investimento de Seguradoras: O setor de seguros esteve representado por Natalia Moreira e Nathalia Abreu, da Zurich Santander e Zurich Seguros, respectivamente, que trouxeram a perspectiva de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa (RSC) para o debate.
  4. Coordenação de Políticas Estaduais: Carina Dolabella Pereira, coordenadora da assessoria de Mudanças Climáticas da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, detalhou as iniciativas do Governo do Estado de São Paulo.
  5. Adaptação e Mitigação a Longo Prazo: A coordenadora Carina Dolabella Pereira ressaltou que os planos estratégicos do estado possuem uma “perspectiva de longo prazo, considerando todos os desafios da agenda climática”.
  6. Foco em Ecossistemas: A especialista reforçou a necessidade de uma adaptação que traga “mais resiliência, olhando para todos os ecossistemas”, além da mitigação que visa a redução de gases de efeito estufa.

As conclusões do II Congresso Internacional de Resiliência Climática apontam para um consenso: o combate aos efeitos das mudanças no clima exige um modelo de financiamento ágil e robusto, que combine a capacidade de investimento público com a expertise e os recursos da iniciativa privada. A integração de esforços e a otimização da gestão de recursos, como a atuação da Desenvolve SP junto à Defesa Civil, são a chave para proteger a população paulista e garantir o desenvolvimento sustentável a longo prazo.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 16/10/2025
  • Fonte: Sorria!,