Residência em saúde ganha 3.483 novas bolsas em 2026

Ministério da Saúde amplia oferta em 92% para fortalecer o SUS e reduzir filas de espera com novos especialistas no país.

Crédito: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF

A residência em saúde inicia o ano com um salto histórico na formação de especialistas no Brasil. O Ministério da Saúde oficializou um aumento de 92% na concessão de novas bolsas, consolidando a pasta como a maior financiadora dessa modalidade de ensino no país.

Essa expansão não é apenas numérica. Ela dialoga diretamente com o programa “Agora Tem Especialistas” (ATE), focado na redução do tempo de espera por atendimentos específicos no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2026, serão financiadas 3.483 novas bolsas. Para efeito de comparação, o ano anterior registrou apenas 1.813 concessões.

O fortalecimento da residência em saúde ocorre via Pró-Residências. A estratégia visa descentralizar o conhecimento, levando profissionais qualificados para regiões prioritárias e carentes de assistência especializada.

Impacto da residência em saúde na rede pública

O Pró-Residências foi desenhado considerando as carências reais do SUS. Ao incentivar a residência em saúde em locais estratégicos, o governo federal ataca dois problemas simultâneos: a falta de assistência imediata e a qualificação do cuidado a longo prazo.

As portarias recém-publicadas homologam os resultados da seleção tanto para a área médica quanto para a multiprofissional. Esse movimento reforça o padrão ouro da pós-graduação, garantindo que o financiamento chegue onde a necessidade social é mais urgente.

Abaixo, os números detalhados da expansão:

  • Residência Médica: 2.483 novas bolsas distribuídas em 1.130 programas (110 especialidades).
  • Área Multiprofissional: 1.000 novas bolsas em 169 programas (27 áreas de especialização).
  • Foco Regional: 60 programas multiprofissionais estão na Amazônia Legal, totalizando 389 bolsas.

Distribuição de vagas e especialidades

A abrangência das novas vagas de residência em saúde impressiona pela diversidade. Na vertente médica, as oportunidades cobrem anos adicionais e áreas de atuação homologadas pelas Portarias nº 167/2025 e SGTES/MS nº 174/2026.

Já no âmbito multiprofissional, a atenção volta-se para a fixação de talentos no Norte do país. A destinação de quase 400 bolsas para a Amazônia Legal evidencia o compromisso da Política Nacional de Residências em Saúde com a redução das desigualdades regionais.

“A iniciativa amplia a oferta de assistência nos serviços de saúde e contribui para a qualificação do cuidado prestado aos usuários do SUS.”

Para manter a qualidade e a supervisão, todos os programas foram rigorosamente credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS).

Cronograma e cadastro no SIG-Residências

A implementação dessas bolsas de residência em saúde exige atenção aos prazos administrativos. O processo de cadastro dos residentes contemplados começa em fevereiro de 2026.

A responsabilidade pelo registro recai sobre os coordenadores das Comissões de Residência Médica (COREME) e das Comissões de Residência em Área Profissional da Saúde (COREMU). Todo o procedimento deve ser efetuado via Sistema de Informações Gerenciais (SIG-Residências).

É fundamental que os gestores mantenham os dados atualizados para garantir o repasse financeiro aos profissionais. O gerenciamento centralizado pelo Ministério da Saúde assegura transparência e agilidade no pagamento das bolsas de residência em saúde, vital para a manutenção dos profissionais em treinamento.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 12/01/2026
  • Fonte: FERVER