Reservatório de água é o vilão na prevenção da dengue

Armazenamento inadequado pode aumentar número de criadouros do Aedes aegypti informa o Centro de Controle de Zoonoses de Diadema

Crédito: Ronaldo Lima

Desde o início do ano, a Secretaria da Saúde registrou 19 casos de dengue. Desses, apenas dois foram contraídos no município. Com a proliferação do Aedes aegypti (mosquito transmissor da doença) na região e na Grande São Paulo, é preciso que a população fique atenta e não esqueça dos cuidados na hora da prevenção.

A Prefeitura está fazendo um trabalho educativo e vistorias em residências e pontos considerados suscetíveis como ferro-velho, borracharias e cemitérios. Além disso, em fevereiro, equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizam o Índice de Breteau (IB), que avalia a infestação de larvas do Aedes aegypti.

Para a médica veterinária e responsável pelo CCZ, Carla Cruz, mesmo com a diminuição das chuvas, é preciso ficar alerta. “O ovo do mosquito pode viver até um ano sem água. Após esse período, se encontrar água, o ciclo se completa em três dias, se a temperatura estiver alta, como é o caso do verão”, explica.

Por isso, o armazenamento incorreto do líquido – devido à diminuição do consumo na rede de abastecimento – pode prejudicar a população. “Quem pretende armazenar água para uso futuro deve cobrir o local com tela e adicionar hipoclorito ou água sanitária, na proporção de uma colher para cada litro de água. Assim, será possível utilizar a mistura para lavagem de quintal e limpeza, menos para molhar plantas ou consumo humano. As caixas d’águas também devem estar bem vedadas”, orienta.

Também podem ser adotadas medidas como: lavar, semanalmente, pratos de plantas e bebedouros com bucha e sabão para eliminar os ovos do mosquito; retirar água acumulada de obras e lajes; garrafas devem ficar viradas com a boca para baixo e pneus que não estejam sendo utilizados devem ficar em locais cobertos ou que não possibilitem a entrada de água de chuva.

Outra dica é acondicionar de forma correta o lixo e colocá-lo na rua apenas nos dias e horários em que o caminhão de coleta irá retirá-lo, pois além de se tornar um criadouro do transmissor da dengue, pode atrair animais como ratos e gerar outras doenças graves como a leptospirose.

O QUE FAZER EM CASO DE SUSPEITA
Os principais sintomas da dengue são semelhantes aos do começo de uma gripe, ou seja, febre e dor de cabeça, no corpo, em articulações e atrás dos olhos, fraqueza e falta de apetite. Em alguns casos, o doente pode apresentar manchas pelo corpo, náuseas, vômitos e sangramentos.

Por isso, é importante, aos primeiros sinais da doença, procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), tomar bastante líquido e não fazer uso de medicamentos a base de ácido acetilsalicílico (AAS).

Ao ser atendido, o médico que suspeitar da doença notifica o Serviço de Epidemiologia e Controle de Doenças (ECD) que dará sequência às ações de controle do mosquito na área de provável infecção e/ou moradia do doente, além de fazer a busca ativa de novos casos.

SERVIÇO:
Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)
Rua Ipoá, 40 – Inamar.
Tel.: 0800 7710963

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER