Renato Bolsonaro indica possível estratégia da direita para 2026

Renato Bolsonaro sugere apoio a nenhum candidato. Movimento pode impactar relações com EUA e pressionar Congresso sobre PL da Anistia

Crédito: Antonio Augusto/STF

Em entrevista recente ao canal Auriverde, o irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, Renato Bolsonaro, pré-candidato a deputado federal pelo PL em São Paulo, comentou sobre o futuro político da direita nas eleições presidenciais de 2026. Suas declarações foram interpretadas como pistas sobre uma possível estratégia, na minha visão, que pode ser articulada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, próximo ao ex-presidente Donald Trump.

Bolsonaro aguarda decisão sobre PL da Anistia

Jair Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado, dia 22, e já cumpria prisão preventiva — considerada injustificável por seus aliados — condenado a 27 anos de prisão e inelegível. Ele aguarda o desenrolar das articulações em torno do PL da Anistia, que ainda não foi pautado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), apesar do acordo firmado com o PL.

Renato Bolsonaro: “Eleição sem Bolsonaro é golpe”

Renato Bolsonaro
Reprodução/Facebook/Renato Bolsonaro

Segundo Renato Bolsonaro, caso Jair Bolsonaro não esteja habilitado a disputar a Presidência, ele não deveria apoiar nenhum candidato. Na visão do pré-candidato, a ausência de apoio de seu irmão poderia levar os Estados Unidos a não reconhecerem o resultado da eleição. “Eleição sem Bolsonaro é golpe”, declarou Renato.

Centrão pode enfrentar impasse sem apoio de Bolsonaro

A possível neutralidade de Bolsonaro colocaria o Centrão em posição delicada, já que projeções indicam alta probabilidade de união entre direita e centro para derrotar a esquerda em um eventual segundo turno. Sem o apoio explícito do ex-presidente, o cenário político se tornaria mais imprevisível.

A declaração de Renato surge em meio ao tensionamento entre Hugo Motta e o Governo Federal por causa da aprovação do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, depois da recusa ao texto sugerido pelo Governo. No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) também confronta o Planalto após Lula indicar Jorge Messias, e não Rodrigo Pacheco, ao STF.

Com perda de prestígio e perfil considerado vingativo, Alcolumbre pode retaliar o Governo aprovando no Senado o Marcos Legal, já aprovado na Câmara dos Deputados sem mudanças ou mudando sua postura em relação ao PL da Anistia, talvez em busca de colocar a faca no pescoço do governo para negociar melhores vantagens para as eleições estaduais e legislativas.

Cenário nacional segue marcado por trocas e interesses

O ambiente político nacional continua dominado por articulações complexas, trocas de apoio, disputas internas e acordos feitos longe dos holofotes — todos elementos que podem definir o futuro da eleição presidencial de 2026.

Márcio Prado (Peninha)

Márcio Prado - Peninha - Ribeirão Pires
Divulgação

Márcio Prado, mais conhecido como Peninha, carrega há anos o apelido inspirado no personagem dos gibis da Disney. Jornalista com mais de uma década de atuação, ele encontrou no jornalismo investigativo sua vocação, movido pela indignação diante de apurações superficiais e pela determinação em expor esquemas de corrupção, desvios de recursos e práticas ilícitas no poder público e na iniciativa privada. Seu trabalho vai além da publicação direta: muitas vezes contribui de forma anônima com órgãos de investigação, fortalecendo a cidadania e reafirmando o papel da imprensa como fiscal da sociedade.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 22/11/2025
  • Fonte: PMM