Reitores e movimentos sociais entregam carta contra o impeachment
O ministro-chefe da Secretaria de Governo, se reuniu com reitores e pró-reitores de 41 instituições federais - universidades e institutos técnicos - contrárias ao processo de impeachment
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Eles entregaram a Ricardo Berzoini uma carta de manifestação contrária à abertura do processo.
O ministro Ricardo Berzoini, durante audiência pública promovida pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e a Especial de Telecomunicações (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Para Berzoini, o impeachment não pode ser usado “de forma leviana por aqueles que querem tomar conta do Estado brasileiro”Arquivo/Antonio Cruz/ Agência Brasil
Berzoini também recebeu representantes da Frente Brasil Popular, que reúne movimentos sociais como a Central Única dos Trabalhadores, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, União Nacional dos Estudantes, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura e Marcha Mundial das Mulheres.
“Diante das ameaças que colocam em risco o Estado democrático de Direito e as importantes conquistas que marcam a política em nosso país, nós, reitores e reitoras das instituições da rede federal de educação, manifestamos veementemente posição contrária a qualquer tentativa de confisco à democracia”, afirmou o presidente eleito do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Marcelo Machado.
Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou pedido de abertura de processo de impeachment da presidenta.
Berzoini informou que entregará o documento a Dilma, que está em viagem à Argentina para a posse do novo presidente Mauricio Macri.
Em nota, o ministro afirmou que não é possível que o impeachment, “um instrumento democrático e constitucional, seja usado de forma leviana e irresponsável por aqueles que querem simplesmente tomar conta do Estado brasileiro para usá-lo ao seu bel-prazer”.