Região do ABCD mantém ritmo de queda e volta a perder 320 empregos

As sete cidades do ABCD paulista registraram o desaparecimento de 320 vagas de emprego no setor da construção civil somente no mês de fevereiro

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As sete cidades do ABCD paulista registraram o desaparecimento de 320 vagas de emprego no setor da construção civil somente no mês de fevereiro. O resultado é muito próximo do que havia ocorrido em janeiro, quando o número total de demissões havia sido de 322. 

A manutenção deste ritmo de queda já faz com que a diminuição do estoque de vagas no setor acumule 4978 vagas a menos entre fevereiro de 2017 e o mesmo mês do ano passado. Com isso, a perspectiva é de que a consolidação dos números referentes ao mês de março traga a confirmação da ultrapassagem da marca de 5 mil trabalhadores fora desta indústria num espaço compreendido em 12 meses. 

Em fevereiro de 2016 havia 45.661 pessoas registradas como funcionárias das construtoras que atuam na região. No mesmo mês de 2017 este estoque baixou para 40.683. 

Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). 

Emprego por cidades

(fevereiro de 2017) *

Cidade

Variação mensal (%)

Variação absoluta do estoque

Diadema

-1,05

-54

Mauá

0,28

12

Ribeirão Pires

-5,95

-49

Rio Grande da Serra

-6,50

-33

Santo André

-0,72

-63

São Bernardo do Campo

-1,29

-121

São Caetano do Sul

1,51

181

 *Os dados da tabela consideram os fatores sazonais

Para a diretora da Regional do SindusCon-SP em Santo André, Rosana Carnevalli, o resultado de fevereiro comprova mais uma vez a dificuldade que a construção civil encontra para se recuperar. “ Enquanto outros setores já começam a apresentar alguns indícios de melhorias, a construção civil segue esta marcha ritmada que nos aproxima deste marco negativo de cinco mil vagas eliminadas em 12 meses”, diz. 

Ela ressalta que a construção civil normalmente é o primeiro ou um dos primeiros setores a sentir os efeitos das crises e o último a se recuperar delas. “ Essa característica fica ainda mais acentuada no ABCD por causa do seu perfil econômico muito ligado à indústria automotiva e outros segmentos que também ainda não demonstraram sinais significativos de recuperação”, afirma .

Brasil 

Em fevereiro o setor da construção perdeu 14.070 vagas em todo o Brasil, queda de 0,56% em relação a janeiro. Esta é a 29ª queda consecutiva, deixando o estoque de trabalhadores no setor em 2,48 milhões. Na comparação com fevereiro de 2016, houve queda de 13,95%. Em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque era de 3,57 milhões – queda de 1,08 milhão de postos de trabalho 

Estado de São Paulo
Em fevereiro houve queda de 0,66% no emprego em relação a janeiro. O estoque de trabalhadores foi de 694,6 mil em janeiro para 690,1 mil em fevereiro (-4.577). Em 12 meses, são menos 96.006 trabalhadores no setor (-12,21%). Desconsiderando a sazonalidade**, houve redução de 1,12% (-7.840 mil vagas).

*A dessazonalização é um tratamento estatístico que tem como objetivo retirar efeitos que tipicamente acontecem em um mesmo período do ano.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 24/04/2017
  • Fonte: Sorria!,