Região do ABC se prepara para combater a soltura de balões

Com expectativa de aumento de artefatos durante a Copa do Mundo e festa junina, empresas investem em medidas de prevenção

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A queda de balões na região do Polo Petroquímico de Capuava, Região Metropolitana de São Paulo, vem aumentando nos últimos anos. Com a proximidade da Copa do Mundo de Futebol, muitas cidades brasileiras já têm uma série de comemorações programadas para celebrar a ocasião e, é nesta época que a soltura de balões também se torna comum. Com expressivo número de adeptos e considerada por grande parte como arte, essa prática oferece riscos a residências e indústrias, causa incêndios, danifica redes elétricas e ameaça ao nosso meio ambiente.

Segundo a equipe do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do Polo Petroquímico de Capuava, no Grande ABC, em São Paulo, a expectativa é de que nesse ano, o número de balões, já expressivo em razão das festas juninas e férias escolares, crescerá ainda mais devido ao evento esportivo. No ano passado, foram registradas 118 ocorrências de quedas de balões apenas na região do Polo. Foi o maior registro de desde 2001, quando teve início a contabilização. À época, parte desse aumento foi atribuída à realização da Copa das

Visando a prevenção de possíveis acidentes provocados pela queda dos artefatos, o Plano de Auxílio Mútuo e Núcleo da Defesa Civil (PAM/NUDEC) do Polo Petroquímico Capuava realiza monitoramento constante dos balões para evitar possíveis acidentes. Se detectada a presença, os integrantes da brigada de incêndio são acionados imediatamente e utilizam os equipamentos adequados para a contenção do fogo.

Desta forma, as empresas do complexo petroquímico, como a Braskem, realizam uma campanha de prevenção de acidentes, especialmente voltada para a questão dos balões. A iniciativa é desenvolvida com a comunidade, nas escolas e durante reuniões mensais com as defesas civis de Santo André, Mauá e Ribeirão Pires, 8° Grupamento do Corpo de Bombeiros e SAMU.

 “Durante essas campanhas nosso maior foco são as escolas, mas fazemos também a distribuição de alguns panfletos. A ideia é nos inserir o máximo possível no dia a dia da comunidade, para que possamos mostrar a importância de evitar este tipo de atitude. Um acidente provocado pela queda de um balão pode trazer consequências gravíssimas, como incêndios e explosões. Em uma área de polo petroquímico, isso pode tomar proporções ainda mais preocupantes”, explica Valdemar Conti, coordenador do PAM.

Quando um balão é avistado durante a queda, equipes de atendimento à emergência do PAM são acionadas e acompanham todo o percurso do objeto. Se necessário, os técnicos projetam água através de canhões do sistema de combate a incêndios, derrubando o artefato já apagado. Nos casos em que o balão segue em direção a outras empresas do Polo, as demais empresas são informadas via rádio para que se mantenham alertas, acompanhando a trajetória.

 “Montamos um sistema colaborativo que nos permita mais agilidade e eficiência ao lidar com essas ocorrências. Para a Braskem é essencial instituir mecanismos de segurança para a planta e comunidade. Afinal, a garantia de saúde, segurança e bem-estar está presente em todos os processos produtivos da companhia, além de ser um de seus valores fundamentais”, comenta Silvia Araújo, Gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) da Braskem.

REGULAMENTAÇÃO
Segundo Lei Nº 9.065, de Crimes Ambientais, de fevereiro de 1998, não somente soltar balões é crime, como também fabricar, vender ou transportar. A pena prevista é de detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Qualquer denúncia sobre a soltura pode ser feita, anonimamente, através do número 181 ou pelo telefone 190 da Polícia Militar.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 10/06/2014
  • Fonte: FERVER