Reformas são mais relevantes do que Guedes

Para as agências internacionais de classificação de risco, a presença ou não de Guedes à frente do ministério da Economia é menos relevante do que o governo mantenha agenda de reformas

Crédito: Carolina Antunes/PR

Ainda que, em público, Bolsonaro reafirme que o ministro Paulo Guedes é “o homem que decide a economia”, na prática, a desidratação de pautas caras ao ministro – como o congelamento de salários de servidores – não passa despercebida pelo mercado.

“É importante que o governo possa dar uma previsibilidade sobre as políticas futuras. Se a política de prudência fiscal continuar sendo a mesma, talvez uma eventual saída de Guedes não tivesse efeito algum sobre o rating”, diz Livia, da S&P.

Para Samar Maziad, vice-presidente e principal analista para o Brasil da Moody’s, o importante será demonstrar que o País está seguindo uma política fiscal hábil. “No ano passado, foram feitos alguns avanços, como a aprovação da reforma da Previdência. O que vai contar para os investidores é a continuidade dessas medidas.”

Fábio Silveira, sócio-diretor da consultoria MacroSector vai além. Ele diz que a gestão do ministério não vai bem. “A política econômica está travada. As agências não nos rebaixariam durante a crise, mas vão colocar filtros para ver como cada país vai reagir após a covid-19.” / D.G.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 12/05/2020
  • Fonte: Fever