Redação Paulista amplia escrita de alunos em 68%
Tecnologia e IA nas escolas de SP impulsionam produção textual. Confira as novidades de OCR para 2026 no ensino estadual.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 07/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A Redação Paulista consolidou-se como o pilar da evolução na escrita dos estudantes da rede estadual, registrando um salto expressivo na produtividade escolar. Dados recentes da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) revelam que foram concluídas 10,9 milhões de atividades na plataforma durante o ano letivo de 2025. Esse volume reflete a integração bem-sucedida entre metodologias pedagógicas e ferramentas digitais.
Desde sua implementação no segundo semestre de 2023, a iniciativa transformou a rotina das escolas. O suporte de assistentes de correção virtual baseados em inteligência artificial (IA) permitiu que o número de textos produzidos, corrigidos e finalizados crescesse drasticamente.
Ao compararmos os períodos, a evolução é clara. Enquanto no segundo semestre de 2023 foram contabilizadas 3,2 milhões de redações, o mesmo período de 2025 registrou 5,4 milhões. Esse aumento de 68,75% demonstra a eficácia da Redação Paulista em engajar estudantes e otimizar o tempo dos docentes.
Novidades na Redação Paulista: Tecnologia OCR chega em 2026
Para elevar ainda mais o nível do ensino e aprendizagem, a Seduc-SP prepara uma atualização robusta. A partir de 2026, a plataforma integrará a tecnologia OCR (Optical Character Recognition, ou reconhecimento óptico de caracteres). O objetivo é digitalizar redações manuscritas, unindo a prática tradicional da escrita à agilidade digital.
O funcionamento promete simplicidade e eficiência:
- O professor fotografa o texto manuscrito do aluno.
- A ferramenta converte automaticamente a letra cursiva em caracteres digitais.
- O sistema processa o feedback de forma dinâmica.
Embora a implementação completa ocorra em 2026, testes importantes já pavimentaram esse caminho. Um projeto-piloto realizado no segundo semestre de 2025 envolveu 79,8 mil alunos do 7º ano do Ensino Fundamental, distribuídos em 115 escolas da capital e região metropolitana. A expansão beneficiará alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, integrando-se totalmente ao ecossistema da Redação Paulista.
Reconhecimento internacional da Microsoft
A eficácia do programa ultrapassou as fronteiras nacionais. Durante o Microsoft Ignite, principal conferência anual da gigante de tecnologia realizada em novembro, a rotina da Escola Estadual Marechal Carlos Machado Bitencourt, em Guarulhos, ganhou o mundo.
Judson Althoff, CEO da Divisão Comercial da Microsoft, destacou o trabalho da professora Catia Bace. O executivo exibiu como a docente de língua portuguesa utiliza a assistente virtual para aprimorar a revisão de textos.
“Ensinar não é apenas o meu trabalho, é a minha paixão. Começamos a usar essa ferramenta de correção e tem sido muito bom. Meus alunos recebem feedback instantâneo e personalizado. Quando eu vejo o trabalho deles, eles já passaram por essa primeira rodada de orientação e isso me economiza tempo na correção.” — Catia Bace, professora da rede estadual.
Essa economia de tempo permite que os educadores foquem no planejamento de aulas e no atendimento individualizado, maximizando o potencial pedagógico da Redação Paulista.
Como a IA funciona na prática
O fluxo de trabalho na plataforma é desenhado para fomentar a autonomia do estudante. Ao submeter um texto na Redação Paulista, o aluno recebe suporte imediato de um corretor ortográfico e gramatical.
O processo segue etapas lógicas de aprendizado:
- Reescrita: O aluno ajusta o texto com base nos apontamentos da IA.
- Envio: Após eliminar falhas básicas, a redação segue para o professor.
- Validação: A plataforma sinaliza critérios como coerência, argumentação e adesão ao tema.
- Nota Final: O professor valida as análises e atribui a nota definitiva.
Essa estrutura garante que a tecnologia sirva como apoio, e não substituta, mantendo o professor como autoridade final na avaliação. A estratégia da Seduc-SP visa melhorar os índices em avaliações externas, como o Saresp e o Ideb, provando que o uso inteligente da Redação Paulista é o futuro da educação pública.