Secretário de Segurança anuncia ação para recuperação de celulares roubados
Guilherme Derrite apresenta estratégia inédita que utilizará o número de IMEI para localizar aparelhos roubados e notificar os receptadores em São Paulo
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 27/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Liberdade
O estado de São Paulo enfrenta uma estatística alarmante: de janeiro a fevereiro de 2025, São Paulo teve 29.169 celulares roubados ou furtados , de acordo com dados disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado.
Esse dado evidencia a urgência de ações mais eficazes para reduzir esses crimes, que impactam diretamente o dia a dia dos paulistas. A questão dos celulares roubados foi destaque na fala do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, durante evento no Grande ABC.
A nova abordagem busca ampliar a responsabilização não apenas dos criminosos que praticam os roubos, mas também daqueles que alimentam essa cadeia por meio da receptação.
O secretário apresentou um projeto inédito que promete rastrear os aparelhos a partir do IMEI e notificar os atuais usuários que estejam com celulares de origem ilícita.
Projeto cruza dados de IMEI de celulares roubados com CPF para identificar receptadores
De forma pioneira, a Polícia Civil está desenvolvendo uma estratégia que cruza o número do IMEI dos aparelhos com os CPFs dos usuários, utilizando dados fornecidos pelas operadoras.
“Quando um celular é roubado, tem registro no IMEI. A pessoa vai lá e faz o boletim de ocorrência. Então, tá no CPF do Fulano, naquele aparelho celular. O celular foi roubado. Passa um tempo, aquele IMEI pode estar vinculado ao CPF do Ciclano agora”, explicou.
A partir desse cruzamento, a Polícia Civil enviará notificações para alertar o atual usuário. “O senhor está com o aparelho celular, que mostra aqui que é roubado. Então, pode vir até o distrito policial, apresentar a nota fiscal, o aparelho. Não tem problema, vamos averiguar o seu caso. Ou o senhor pode responder por receptação”, detalhou Derrite.
Ação quer inibir receptação com notificação direta aos usuários

O objetivo da ação vai além da recuperação dos celulares: quer desestimular o mercado de receptação. Segundo Derrite, é preciso mexer também no comportamento de quem compra aparelhos muito abaixo do preço real de mercado, sem verificar a procedência. “O cara que compra também sabe que o celular que custa X, está pagando por X dividido por 10”, afirmou.
A estratégia busca conscientizar o consumidor de que comprar um celular roubado, mesmo que sem saber, o torna parte do problema. “É uma maneira inteligente de a gente coibir toda essa cadeia que se difunde, porque tem gente que está perdendo a vida por causa do aparelho celular”, reforçou o secretário.
Primeiro teste da operação devolveu 674 aparelhos
O projeto já possui um lote inicial com celulares roubados identificados,. Derrite antecipou com exclusividade: “Temos um projeto bruto hoje, de 674 aparelhos celulares de um universo pequeno. E dia 7 de julho, a gente vai fazer a primeira grande operação”.
Essa ação representa uma mudança de paradigma no enfrentamento a crimes de furto e roubo de celulares, com foco na tecnologia e na articulação entre as forças de segurança e as operadoras de telefonia. O secretário destacou que o trabalho conjunto com o Ministério Público também será fundamental para responsabilizar os receptadores e enfraquecer a cadeia criminosa.