Veja os principais recados de Lula a Trump e aos EUA
Lula e Trump se cumprimentam brevemente e discutem possível reunião futura
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 23/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proferiu um discurso contundente durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, no qual fez críticas indiretas à administração dos Estados Unidos sob Donald Trump, embora não mencionasse o nome do ex-presidente diretamente.
Após a apresentação de Lula, Trump subiu ao púlpito e assistiu à fala do brasileiro em uma sala reservada. Os dois líderes se cumprimentaram brevemente antes de suas respectivas intervenções e discutiram a possibilidade de uma reunião futura.
A seguir, estão destacados trechos do discurso de Lula que refletem suas críticas à postura dos EUA e às políticas implementadas durante o governo Trump.
Multilateralismo em Risco
Lula afirmou que “o multilateralismo está diante de nova encruzilhada“, aludindo às ações unilaterais do governo Trump, como a retirada dos Estados Unidos de importantes acordos internacionais, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.
Soberania e Intervenções
O presidente brasileiro também expressou preocupação com “atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais”, referindo-se às tentativas do governo Trump de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) através da imposição de tarifas comerciais e sanções.
Paz e Consequências Trágicas
Lula ressaltou que “quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas”, em uma crítica sutil ao bloqueio dos EUA a resoluções da ONU relacionadas ao conflito em Gaza e suas ações contra o Brasil.
Ameaças à Democracia
Em sua análise, ele observou que “forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades”, citando as deportações de estudantes e acadêmicos que defendem causas palestinas nos Estados Unidos como um exemplo de repressão.
Independência Judicial
Lula afirmou que “não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia”, fazendo referência às pressões exercidas por Trump sobre o Brasil no contexto do julgamento de Bolsonaro.
Democracia como Valor Inegociável
“Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis“, enfatizou Lula, referindo-se à condenação do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como um sinal da resistência brasileira às tentativas externas de ingerência.
Críticas à Imigração
Ao abordar a questão da imigração, Lula disse que “a democracia perde quando fecha suas portas” e criticou as políticas rigorosas de deportação implementadas durante o governo Trump.
Apoio ao Desenvolvimento Global
O presidente brasileiro pediu uma revisão das prioridades globais para “reduzir os gastos com guerras e aumentar a ajuda ao desenvolvimento“, contrastando com as decisões de Trump que desmantelaram agências internacionais voltadas para o financiamento ao desenvolvimento.
Regulação Digital Necessária
Lula destacou ainda que “as plataformas digitais trazem possibilidades”, mas também têm sido utilizadas para disseminar desinformação. Ele defendeu que cabe ao poder público regular essas ferramentas para proteger os mais vulneráveis, em oposição à postura do governo Trump que vê regulação como censura.
A Questão Palestina
A respeito da situação em Gaza, Lula condenou veementemente o que chamou de genocídio em curso, afirmando que tal massacre não ocorreria sem a cumplicidade daqueles que poderiam impedir. Ele expressou solidariedade aos judeus que se opõem às ações israelenses na região.
Conclusão sobre o Futuro
Lula concluiu seu discurso com uma chamada à ação global, destacando a necessidade urgente de líderes com visão clara para enfrentar os desafios contemporâneos. Ele defendeu um futuro sem rivalidades ideológicas ou esferas de influência dominantes, refletindo uma crítica direta à política externa transacional promovida por Trump.