Real brasileiro em queda - é hora de os traders serem cautelosos?

A alta do dólar virou tema de discussão e preocupação dos brasileiros nas últimas semanas. A moeda norte-americana já acumulou várias altas e está sendo negociada em torno de 5,12 reais por dólar, sendo uma das moedas que mais perdeu terreno contra seu par norte-americano até agora este ano. Por trás dessa fraqueza da moeda […]

Crédito: Pixabay

A alta do dólar virou tema de discussão e preocupação dos brasileiros nas últimas semanas. A moeda norte-americana já acumulou várias altas e está sendo negociada em torno de 5,12 reais por dólar, sendo uma das moedas que mais perdeu terreno contra seu par norte-americano até agora este ano.

Por trás dessa fraqueza da moeda brasileira, vários fatores emergem: as baixas taxas de juros do banco central e a pressão que ele está exercendo, primeiro as tensões comerciais e depois o vírus Covid-19, sobre a demanda por matérias-primas (o Brasil é um grande exportador de minério de ferro, soja e petróleo, entre outros) fizeram o resto nos últimos tempos.

Nem mesmo os tímidos sinais de recuperação da economia nacional conseguiram contrariar esta tendência. E várias consequências na distribuição interna de renda: os exportadores são mais competitivos e têm mais opções para colocar seus produtos no exterior, mas os consumidores têm que enfrentar preços mais altos.

O que está acontecendo no mercado de trading?

Uma das formas de avaliar o mercado é descobrindo a melhor configuração macd. No mundo do Trading, a análise técnica é bastante usada para encontrar sinais de compra e venda em diferentes ativos. Entre as muitas ferramentas analíticas que existem, está o indicador macd, que ajuda a prever eficazmente a tendência, pois consegue dar sinais de compra e venda e identifica divergências nas trades.

Perante o decréscimo do real, operadores de taxas estão ficando cada vez mais céticos de que as autoridades brasileiras possam conter a disparada da inflação, com novos planos de gastos aumentando os riscos para a moeda do país e as intervenções no mercado do banco central não causarem grande impacto.

Embora o Banco Central do Brasil esteja entre os maiores impulsionadores globais em termos de alta de juros e tenha atuado diretamente no mercado de câmbio, suas intervenções cambiais foram claramente sinalizadas com antecedência, potencialmente prejudicando sua eficácia em conter a queda do real.

Queda do real prejudica consumidores e favorece exportadores

A depreciação provavelmente só aumentará as pressões inflacionárias locais e alimentará as apostas do mercado de títulos em taxas de curto prazo mais altas. A demanda por títulos indexados à inflação também está crescendo. Parte disso está, é claro, relacionado a um aumento global nas taxas de curto prazo, alimentado por expectativas de aperto dos bancos centrais em todo o mundo, mas o movimento no Brasil foi mais extenso do que a maioria.

Um foco principal provavelmente será como os bancos centrais respondem aos planos do governo para aumentar os gastos e a ausência de novas reformas econômicas. A falta de comentários sobre isso poderia alimentar a sensação de que eles estão transmitindo uma mensagem mais pacifista, adicionando mais pressão sobre a moeda e as taxas.

Os ativos brasileiros caíram ainda mais após notícias sobre a situação fiscal, com o índice de ações de referência caindo e os contratos de swap de taxa de juros subindo à medida que os comerciantes pesavam junto com as notícias sobre o teto de gastos.

Os investidores devem proteger-se contra o aumento adicional dos preços

O importante não é apenas os gastos adicionais já descritos acima do limite deste programa, mas o fato de que ele abre a porta para outros aumentos. O jornal local O Globo informou que partes do governo e do Congresso já estão trabalhando em mais medidas para serem deixadas de fora do teto de gastos. Os planos para um novo auxílio aos caminhoneiros reforçam essa iniciativa e, como resultado, os traders estão movimentando os preços dos ativos como se a regra não existisse mais.

Um potencial freio no declínio do real pode vir da ação direta do banco central. Mas, embora o banco central tenha empregado muito poder de fogo nessa frente, a maneira como está fazendo isso pode estar diminuindo seu impacto.

Por enquanto, sem a força da moeda para se apoiar na inflação, parece que os investidores em títulos têm pouca escolha a não ser se proteger contra o aumento adicional dos preços ao consumidor e apostar em um ciclo de aperto mais acentuado ou mais longo.  

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 12/09/2022
  • Fonte: FERVER