Reajustes nos planos de saúde coletivos entram em vigor em maio

Confira a porcentagem de cada plano

Crédito: Reprodução

A partir de maio, passam a valer os novos índices de reajuste dos planos de saúde coletivos por adesão, voltados a pequenas e médias empresas (PMEs) e microempreendedores individuais (MEIs). Segundo análises dos bancos BTG Pactual e Itaú BBA, os aumentos deste ciclo apresentam uma desaceleração em relação ao período anterior, com variações médias de três a quatro pontos percentuais abaixo das registradas anteriormente.

Reajustes por operadora: veja os números

Os planos coletivos por adesão, que incluem contratos com até 29 beneficiários, não são regulados diretamente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), diferentemente dos planos individuais. Isso permite que cada operadora defina seus próprios percentuais de reajuste, com base no índice de sinistralidade – que mede a relação entre os custos com atendimentos e a arrecadação com mensalidades.

Entre as principais operadoras, os reajustes ficaram assim:

  • Unimed Nacional (CNU): 19,5% (subiu em relação ao ano anterior)
  • Care Plus: 18,2%
  • Amil: 15,98%
  • SulAmérica: 15,23%
  • Notredame Intermédica: 15,2%
  • Bradesco Saúde: 15,11%
  • Porto Seguro: 15,9%
  • Plena Saúde: 14,5%
  • Omint: 13,3%
  • Athena Saúde: 12,9%
  • Hapvida: 11,5%

O recuo dos percentuais é atribuído, em parte, à estabilização dos custos pós-pandemia. Ainda assim, operadoras como a Unimed Nacional e a Amil seguem enfrentando pressões devido a gastos com decisões judiciais que obrigam a cobertura de procedimentos fora do escopo contratual.

Possíveis mudanças regulatórias

A ANS estuda revisar o modelo de regulação dos planos PME. Entre as propostas está a ampliação do grupo de risco dos contratos — atualmente limitado a 29 vidas — para até 400 beneficiários. Caso aprovada, essa mudança poderá afetar a forma como as operadoras precificam seus planos.

Outra medida em análise é a redução da meta mínima de sinistralidade de 75% para 72% como critério para autorizar reajustes. Ainda não há prazo definido para a implementação dessa proposta.

A agência também discute o limite de 30% de coparticipação dos usuários nos procedimentos, mas suspendeu temporariamente essa medida para reavaliação por um comitê técnico. O BTG considera essa suspensão positiva, pois evita riscos à sustentabilidade dos planos com coparticipação, geralmente mais acessíveis.

  • Publicado: 26/01/2026
  • Alterado: 26/01/2026
  • Autor: 10/05/2025
  • Fonte: Maria Clara e JP