Reajuste de pisos e salários a trabalhadores de São Bernardo e Diadema

Acordo assinado na sexta-feira na convenção coletiva da construção civil trata ainda do tíquete-alimentação e vale-supermercado

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O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), José Romeu Ferraz Neto, e o procurador do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bernardo do Campo e Diadema, Edu Monteiro Junior, assinaram em 9 de junho a Convenção Coletiva de Trabalho relativa à data-base de 1º de maio.

Pelo acordo, desde o dia 1º de maio, vigoram os seguintes pisos:

Trabalhadores não qualificados: servente, contínuo, vigia, auxiliares de trabalhadores qualificados e demais trabalhadores cujas funções não demandem formação profissional: R$ 1.416,92 por mês, ou R$ 6,44 por hora, para 220 horas mensais.

Trabalhadores qualificados:  pedreiro, armador, carpinteiro, pintor, gesseiro e demais profissionais qualificados não relacionados: R$ 1.723,67 por mês, ou R$ 7,83 por hora, para 220 horas mensais.

Trabalhadores qualificados em obras de montagem de instalações industriais:  R$ 2.065,48 por mês, ou R$ 9,39 por hora, para 220 horas mensais.

Para os demais trabalhadores com salário mensal de até R$ 6.000, o reajuste será de 3,99%. Já os que recebem salário mensal a partir de R$ 6.000,01 terão acrescido ao salário o valor fixo de R$ 239,40. As empresas poderão complementar o reajuste livremente de acordo com a sua política salarial.

A diferença salarial relativa a maio/2017, decorrente da aplicação do reajuste pactuado, deverá ser paga até a folha de pagamento de junho de 2017, de forma destacada, sob o título “Diferença Convenção Coletiva 01/05/2017 a 30/04/2018”.

Alimentação

O valor do tíquete-refeição passou para R$ 20,80 e o do vale-supermercado mensal para R$ 286. Continuam em vigor as demais disposições da convenção coletiva firmada em 2016, tais como a exigência de que as empresas subcontratadas forneçam aos seus funcionários refeições nos mesmos padrões e qualidade das empresas contratantes; a autorização para as empresas criarem regulamentos internos para disciplinar a utilização do telefone celular no horário de trabalho nos canteiros de obras; as obrigações de contratantes e subcontratadas entre si e perante o Seconci-SP; o banco de horas; o valor das horas extras, e a obrigatoriedade do fornecimento de protetor solar e uniforme.

  • Publicado: 16/02/2026
  • Alterado: 16/02/2026
  • Autor: 12/06/2017
  • Fonte: Sesc São Caetano