Raul Seixas celebraria 80 anos: uma lenda inesquecível da música e cultura nacional
O artista baiano, falecido em 21 de agosto de 1989, permanece uma figura lendária na cultura musical brasileira.
- Publicado: 05/02/2026
- Alterado: 28/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sesc Santo André
O icônico Raul Seixas, nascido em 28 de junho de 1945, completaria neste sábado, 28 de junho de 2025, oito décadas de vida. O artista baiano, falecido em 21 de agosto de 1989, permanece uma figura lendária na cultura musical brasileira, cuja influência parece resistir ao passar dos anos.
Série de Raul Seixas

Recentemente, a série Raul Seixas – Eu Sou, estreada no Globoplay e protagonizada pelo ator Ravel Andrade, revisita a trajetória do cantor. A obra explora como, quatro anos após a revolução tropicalista promovida pelo grupo Os Mutantes em 1968, Raul Seixas consolidou uma identidade nacional para o rock ao fundir ritmos brasileiros com o gênero. Desde 1972, suas composições e arranjos inovadores frequentemente contaram com a colaboração do renomado letrista Paulo Coelho.
Raul Seixas e a admiração por Elvis Presley


Raul Seixas nutria admiração tanto por Elvis Presley quanto pelo rei do baião, Luiz Gonzaga, que também faleceu em agosto de 1989. Essa conexão entre influências culturais distintas é um reflexo da versatilidade do artista e da riqueza de seu legado musical.
Embora muitos o vejam como um ícone rebelde e provocador, Raul também apresentava facetas mais vulneráveis e sensíveis. Documentários e biografias recentes têm revelado que ele lidava com inseguranças pessoais e profissionais, inclusive fazendo uso de tranquilizantes durante sua fase como produtor musical na gravadora CBS nos anos 70. Essas nuances humanas contrastam com a imagem idealizada que seus fãs muitas vezes mantêm.
Iniciando sua carreira musical como integrante da banda Os Panteras no final da década de 1960, Raul logo se destacou como produtor e compositor para artistas populares. Em 1972, ele lançou sua carreira solo ao apresentar a canção “Let me sing, let me sing” no Festival Internacional da Canção (FIC), mas foi em 1973 que realmente começou a marcar seu espaço na música brasileira com o álbum Krig-ha, bandolo!.
Raul Seixas e os sucessos Gita, Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás e outros mais

Esse álbum inicial deu início a uma parceria frutífera com Paulo Coelho e resultou em outros três discos fundamentais: Gita (1974), Novo Aeon (1975) e Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás (1976). Nesses trabalhos, Raul explorou temas como crítica social, misticismo e irreverência com maestria.
Sucesso do álbum O Dia em Que a Terra Parou
A partir do álbum O Dia em Que a Terra Parou (1977), a produção musical de Raul começou a apresentar uma certa irregularidade. Fatores como excessos pessoais e desavenças criativas com Coelho impactaram sua obra. Contudo, mesmo assim, seu nome já estava gravado na história da música brasileira.
Ainda que tenha enfrentado altos e baixos em sua carreira posterior — como os álbuns Aluga-se (1980) e Cowboy Fora da Lei (1987) — que mantiveram viva sua popularidade durante sua vida e após sua morte, Raul Seixas é reverenciado por novas gerações até os dias atuais. Seu legado transcende as contradições de sua vida pessoal; suas letras continuam a ecoar temas de lucidez e loucura que ressoam profundamente com o público.
Uma trajetória inesquecível na música e na arte

A trajetória de Raul Seixas é uma prova do poder duradouro da música e da arte na construção da identidade cultural brasileira. Comemorar seus 80 anos é relembrar não apenas suas contribuições artísticas, mas também o impacto que ele teve sobre múltiplas gerações de admiradores.