Raquel defende desmembrar caso Geddel

A procuradora-geral da República enviou manifestação para o STF na qual defende o desmembramento das investigações relacionadas ao ex-ministro Geddel Vieira Lima no caso do "bunker"

Crédito: Divulgação/Polícia Federal/Reprodução/Montagem abcdoabc

O “bunker” guardava o equivalente a R$ 51 milhões.

Se o relator do caso, ministro Edson Fachin, decidir na linha apresentada por Raquel Dodge, a apuração sobre o ex-ministro e aliado de Temer deve voltar à Justiça de primeira instância.

Geddel e o advogado Gustavo Ferraz foram presos no dia 8 de setembro na Operação Tesouro Perdido, quando o dinheiro foi achado em um apartamento em Salvador. Cinco dias depois, o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, remeteu as investigações ao Supremo ao identificar a menção ao deputado Lúcio Vieira Lima – o único dos três que tem foro privilegiado. Segundo depoimentos colhidos pela PF, o apartamento onde foram encontradas as malas com dinheiro foi emprestado a Lúcio.

Celeridade
A manifestação de Raquel é mantida em sigilo e será analisada por Fachin, que recebeu o parecer anteontem. Na primeira instância, a tendência é de que as investigações tenham desfecho mais rápido do que no STF – tanto pelo procedimento célere em relação à Corte como pelo fato de que os investigadores no primeiro grau já conduziam o caso.

O Ministério Público Federal (MPF) aguarda a decisão para oferecer provável denúncia contra os envolvidos. As defesas também esperam o desmembramento para discutir a estratégia a ser tomada – como eventuais negociações de delação.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 15/08/2023
  • Fonte: FERVER