Randolfe Rodrigues defende aumento de impostos como parte de estratégia econômica
Durante sua declaração, ele afirmou que o Brasil está experimentando um dos seus melhores momentos econômicos.
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 11/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Léo Santana
Na quarta-feira, 11 de junho de 2025, o líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), manifestou apoio ao aumento de impostos proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Durante sua declaração, ele afirmou que o Brasil está experimentando um dos seus melhores momentos econômicos.
O governo está elaborando uma Medida Provisória (MP) que visa formalizar um ajuste tributário em substituição ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). As propostas incluem a elevação das alíquotas sobre os títulos e sobre os Juros sobre Capital Próprio (JCP).
“Estamos alcançando níveis quase plenos de emprego. O que estamos discutindo aqui? É um Brasil que se encontra em um excelente momento econômico. Nossa expectativa é que o Congresso compreenda a importância de manter essa trajetória positiva”, ressaltou Randolfe.
A proposta de elevação da carga tributária foi apresentada por Haddad a líderes partidários no último domingo, dia 8 de junho, durante uma reunião que contou com a presença dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Embora inicialmente os parlamentares tenham recebido as medidas com receptividade, a disposição foi esfriando. Na quarta-feira, Motta declarou que não está na presidência da Casa para atender a projetos políticos pessoais.
Os partidos União Brasil e Progressistas, que juntos ocupam quatro ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comunicaram anteriormente que convocarão suas bancadas para discutir e votar contra qualquer proposta de aumento tributário.
Sobre a resistência à proposta, Randolfe minimizou as preocupações e expressou sua confiança no apoio da base aliada. Juntos, o PP e o União Brasil contam com 123 representantes no Congresso.
“Buscaremos o respaldo dos partidos da base. Este é um momento crucial para um debate significativo no Brasil. Há aqueles que sugerem que os mais pobres — os beneficiários de proteção social ou os que recebem salário mínimo — devem arcar com uma maior carga tributária. Nosso objetivo é ajustar as contribuições dos mais afluentes”, enfatizou.
Uma análise realizada com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) indica que não apenas os indivíduos mais ricos investem em títulos de renda fixa atualmente isentos de impostos.